Presos retornam ao telhado no sétimo dia de motim em RN
Nesta sexta-feira (20), o motim de presos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na Grande Natal chega ao 7º dia, e os presos voltam a ocupar o telhado da unidade prisional. De acordo com a polícia, ainda hoje será definido como vai acontecer a operação de retomada do controle de Alcaçuz.
“Os presos estão armados e se matando”, disse o major Eduardo Franco, da assessoria de comunicação da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, sobre a rebelião reiniciada na manhã desta quinta-feira (19) na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta.
Um cenário de guerra toma conta da penitenciária. “Está todo mundo armado”, afirmou o major Franco. "A sorte é que eles não estão atirando contra as guaritas, senão teríamos que revidar."
O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), anunciou na tarde de quinta-feira (19) que policiais militares entrarão na Penitenciária de Alcaçuz para separar as duas facções que se enfrentam no local. Em entrevista à GloboNews, ele afirmou que os policiais formarão um "paredão humano".
A rebelião em Alcaçuz começou na tarde do sábado, logo após o horário de visita. Presos do pavilhão 5, que abriga integrantes do PCC, quebraram parte de um muro e invadiram o pavilhão 4, onde há presos que integram o Sindicato RN.
A prisão se tornou um campo de batalha na terça-feira (17). As duas facções estão divididas no espaço que liga os pavilhões. Do lado esquerdo, perto do pavilhão 4, estão os integrantes do Sindicato do RN; do lado direito, os do PCC. Armados e com barras de ferro, paus e pedras, eles montaram barricadas com grades, chapas de ferro dos portões, armários e colchões.
ASSUNTOS: massacre, motim, rn, Brasil