White Martins amplia produção de oxigênio para 80 mil m³ em Manaus

Por Portal do Holanda

23/01/2021 8h36 — em Manaus

Cilindros de oxigênio - Divulgação

Manaus/AM - Diante da situação de calamidade pública no Amazonas devido à pandemia de Covid-19, a White Martins anunciou que conseguiu atingir atualmente um patamar máximo de entrega no estado de 80 mil metros cúbicos diários de oxigênio, duas vezes e meia a capacidade de produção de sua planta em Manaus, que alcançou 30 mil metros cúbicos por dia.  

Por meio de uma operação de guerra, realizada de forma coletiva, envolvendo recursos próprios e de terceiros, a empresa tem implementado uma série de medidas para abastecer a região. Foram deslocados 73 equipamentos para transporte de oxigênio líquido para a operação local, que antes da pandemia contava com 7, suficientes para atender regularmente o mercado medicinal. Além disso, mais de 130 funcionários, entre engenheiros, técnicos, supervisores de operação e motoristas, foram realocados para esta operação.

"Entretanto, é importante reforçar que este altíssimo volume de fornecimento só poderá ser mantido com a continuidade de todos os esforços coletivos vigentes, que envolvem estrutura logística própria e apoio de terceiros como das Forças Armadas e de outras autoridades públicas, importação do produto, e suporte para obter mais agilidade na liberação de cargas em aduanas e postos de controle. Estas informações foram repassadas ao Comitê de Crise Covid-19, criado pelo Governo do Amazonas, que coordena as ações relacionadas ao combate à pandemia na região", disse a empresa.

A empresa destacou que qualquer eventual aumento de demanda além do patamar de 80 mil metros cúbicos de oxigênio precisará ser suprido por outras fontes ainda não participantes do processo de fornecimento do produto no Amazonas. 

A pandemia de coronavírus se agravou fortemente no estado do Amazonas. A demanda de oxigênio quintuplicou nos primeiros 15 dias do ano, tendo ultrapassado o volume de 70 mil metros cúbicos por dia. Anteriormente à pandemia, a planta de Manaus operava com 50% de sua capacidade, produzindo o suficiente para atender todos os seus clientes do segmento medicinal, que somavam um consumo na ordem de 10 a 15 mil m³ por dia.

Além do crescimento exponencial do consumo no estado, o cenário logístico na região – que por si só já é extremamente desafiador por não contar com acesso terrestre – fica ainda mais complexo ao demandar movimentação de carga por transporte fluvial e aéreo. 

Diante dessa escalada de consumo, a White Martins tem implementado ações e dado ciência ao Governo do Amazonas e ao Ministério da Saúde.

Cenário futuro

O quadro vem se agravando continuamente. Somente o consumo atual de cinco hospitais locais é maior que a capacidade de produção total da planta local da White Martins, atualmente de 30 mil metros cúbicos por dia. O consumo individual de boa parte dos hospitais do município já é mais que o dobro da média de consumo dos maiores hospitais do país. 

Para efeitos de comparação, entre janeiro e março de 2020, o consumo diário era de 12.500 m³ por dia. Durante a primeira onda da pandemia, alcançou um consumo de 30 mil m³ por dia. No segundo semestre de 2020, reduziu para 15.500 m³ por dia e, atualmente, atingiu cerca de 70 mil m³ por dia e segue crescendo. 

"A White Martins seguirá cumprindo seu papel social e está realizando todos os seus esforços para salvar vidas, e disponibilizar a maior quantidade de oxigênio à Secretaria Estadual de Saúde, indo muito além das suas obrigações contratuais.  É imprescindível que as autoridades de Saúde mantenham o monitoramento constante da sua demanda no Estado do Amazonas, sinalizando apropriadamente e de forma antecipada qualquer incremento, real ou potencial, do volume de gases, bem como eventuais expansões das unidades hospitalares que demandem oxigênio, para que seja definido um plano de atendimento emergencial em conjunto com a White Martins e necessariamente terceiros, que serão necessários, dentro do limite da capacidade de cada agente", disse a empresa.

 


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