Ato contra Bolsonaro em Manaus defende vacina, universidades e Zona Franca
Manaus/AM - Manifestantes marcaram presença no protesto contra o governo Jair Bolsonaro neste sábado (29) em Manaus. Os atos contra a gestão de Bolsonaro na pandemia ocorrem em todo o Brasil. A manifestação teve início na Praça da Saudade, no Centro de Manaus, passando por algumas das principais avenidas da cidade, com passeata terminando no Largo do São Sebastião, em frente ao Teatro Amazonas.
Em Manaus, além da cobrança pela vacinação em massa e o destaque para os 450 mil mortos na pandemia, os cortes na Educação foram uma das principais pautas. Segundo o coordenador da Frente Brasil Popular, Yan Evannovick, além da vacina e da vida, a preocupação é que a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) não tenha mais condições de retomar às aulas devido ao corte de 38% que sofreu no orçamento.
Rayane Garcia, representante da União Nacional dos Estudantes - UNE, afirmou que a Ufam pode encerrar suas atividades assim como outras universidades pelo país devido ao corte sofrido no governo Bolsonaro. A defesa da Zona Franca também foi pauta no protesto:
“Já tem universidades pelo país anunciando que vão fechar as portas devido ao corte no orçamento. Além da questão dos empregos e da Economia, nós também defendemos a Zona Franca, que é um dos principais investimentos da UEA, ou seja, mais corte na Educação. A gente considera que o governo Bolsonaro tenta precarizar as Universidades públicas tanto federal quanto do Estado, e a gente se une a outros movimentos que defendem outras pautas como a vacinação, o Auxílio Emergencial, contra as privatizações e todas as precarizações no direito do trabalhador e do povo brasileiro”, disse Rayane Garcia.
Organizadores do evento na capital amazonense distribuíram máscaras PFF-2, considerada a mais eficaz na filtração contra o vírus, e também pediram que as pessoas mantivessem um distanciamento.
Fotos: Caio Guarlotte/Portal do Holanda
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