Prisão de Bolsonaro ocorre após vigília convocada por Flávio Bolsonaro; entenda
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alvo de prisão preventiva decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) neste sábado (22), com o objetivo de garantir a ordem pública. A medida ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, convocar uma vigília no condomínio onde Bolsonaro cumpria prisão domiciliar.
Segundo informações da Polícia Federal, a convocação poderia gerar aglomerações e representar risco tanto para os participantes quanto para os agentes policiais e para o próprio ex-presidente. A detenção foi realizada pela manhã, e Bolsonaro foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Bolsonaro cumpre atualmente pena de 27 anos e três meses de prisão, após condenação por liderar uma trama golpista com o objetivo de permanecer no poder após a derrota nas eleições de 2022. Desde 4 de agosto, ele estava em prisão domiciliar, enquanto aguardava a conclusão dos últimos recursos judiciais.
No procedimento desta manhã, o ex-presidente passou por exame de corpo de delito realizado por agentes do Instituto Médico-Legal (IML), em caráter preventivo para evitar exposição desnecessária. Ele permanecerá em uma sala de Estado, espaço reservado a autoridades de alta relevância, com comodidades como cama e banheiro privativo.
Em nota, a Polícia Federal informou que cumpriu o mandado de prisão preventiva expedido pelo STF. A defesa de Bolsonaro afirmou que não havia sido comunicada da decisão até a manhã deste sábado. A medida ressalta a orientação das autoridades em equilibrar o cumprimento da lei com a preservação da segurança e dignidade do detido.
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