Ansiedade, depressão e Burnout lideram causas de afastamentos no Brasil
Os afastamentos do trabalho por problemas de saúde mental cresceram em 2025. Segundo o Ministério da Previdência Social, foram registrados 546 mil pedidos de licença, um aumento de 15% em relação a 2024. As principais causas foram ansiedade, depressão e Síndrome de Burnout.
A explica que férias ou folgas não resolvem quadros de esgotamento. Ela alerta que a Síndrome de Burnout apresenta sinais como esgotamento físico e mental, insônia, dores de cabeça, alterações de apetite, oscilações de humor e isolamento social. “Quando o trabalhador já não consegue mais controlar esses sinais, ele se encontra em um estado de extrema exaustão. É fundamental buscar ajuda antes que o quadro se agrave”, afirma.
Segundo a especialista, o aumento dos afastamentos está ligado ao excesso de cobranças, pressão constante, falta de clareza nas funções, ausência de reconhecimento e situações de assédio. Ela reforça que o tratamento exige acompanhamento profissional, podendo incluir terapia e uso de medicação, além de mudanças nos hábitos de vida.
Do lado das empresas, Maria do Carmo destaca que é papel das organizações criar ambientes emocionalmente seguros e prevenir o adoecimento. A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), feita pelo Ministério do Trabalho, passou a exigir que os riscos psicossociais sejam incluídos nos Programas de Gerenciamento de Riscos. A medida começou de forma educativa em 2025 e será fiscalizada a partir de 26 de maio de 2026.
Para a psicóloga, essa mudança representa um avanço importante. “As novas diretrizes tendem a mudar a cultura corporativa ao reconhecer que jornadas exaustivas e carga mental excessiva impactam diretamente a saúde dos trabalhadores”, conclui.
ASSUNTOS: Brasil