PF deflagra operação contra vazamento de dados sigilosos de ministros
A Polícia Federal (PF) deu início, nesta terça-feira (17/02), a uma ofensiva para desarticular um esquema de vazamento de informações fiscais sigilosas envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus familiares. A operação, autorizada a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), cumpre quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
Além das buscas, a Justiça impôs medidas cautelares rigorosas aos investigados, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, afastamento de funções públicas, retenção de passaportes e proibição de deixar o país.
O estopim da investigação foi uma auditoria interna solicitada pelo STF em janeiro deste ano. O objetivo era mapear acessos indevidos aos sistemas da Receita Federal ocorridos nos últimos três anos. Segundo o órgão tributário, o sistema de segurança é "totalmente rastreável", o que permitiu identificar preliminarmente os desvios, já reportados ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.
Em nota, a Receita Federal destacou que o controle de acessos foi endurecido a partir de 2023. De lá para cá, o rigor administrativo resultou em: sete processos disciplinares concluídos, três demissões de servidores envolvidos e punições administrativas aos demais responsáveis.
O vazamento de dados de autoridades é visto com extrema gravidade pela cúpula do Judiciário. O ministro Alexandre de Moraes reforçou que a exposição desses dados busca criar "suspeitas artificiais" contra membros da Corte, ferindo a integridade das instituições.
A Receita Federal informou ainda que colabora em outra investigação anterior junto à autoridade policial, cujos detalhes devem ser revelados assim que a apuração avançar.
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