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PL sugere internação psiquiátrica para quem procura SUS com 'bebê reborn'

PL sugere internação psiquiátrica para quem procura SUS com 'bebê reborn'
PL sugere internação psiquiátrica para quem procura SUS com 'bebê reborn'

Um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) propõe proibir o atendimento médico a bonecas do tipo “bebê reborn” no Sistema Único de Saúde (SUS). O texto prevê multa de até dez vezes o valor do atendimento para profissionais e unidades que descumprirem a norma. A proposta é de autoria do deputado estadual Caporezzo (PL), que alega ter recebido relatos de solicitações desse tipo em unidades de saúde.

Além de impedir o uso do SUS para esse tipo de demanda, o projeto sugere que os responsáveis por procurar atendimento para bonecas sejam encaminhados a tratamento psiquiátrico. Segundo o parlamentar, o objetivo é evitar o uso indevido dos recursos públicos e garantir que o sistema esteja voltado a atender pessoas em situações reais de urgência.

A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte informou que não há registros de atendimentos a bonecas ou objetos inanimados em sua rede. Já a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais não se manifestou até o fechamento desta matéria. De acordo com o deputado, os recursos arrecadados com as multas seriam destinados ao tratamento de pessoas com transtornos mentais.

A proposta gerou repercussão nas redes sociais, com críticas à linguagem usada no projeto, considerada estigmatizante. O uso terapêutico de bonecas “reborn” é adotado em algumas abordagens psicológicas e psiquiátricas, especialmente com idosos e pessoas em sofrimento emocional, o que reacende o debate sobre saúde mental, acolhimento e preconceito institucional. 

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