Bolsonaro defende anistia como solução para tarifaço de 50% imposto por Trump
O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo (13) que a aprovação da anistia é a solução para as tarifas de 50% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros — medida que entrará em vigor em 1º de agosto de 2025.
Nas redes sociais, Bolsonaro escreveu: “A decisão de Trump tem muito mais, ou quase tudo a ver com valores e liberdade, do que com economia. O tempo urge, as sanções entram em vigor no dia 1º de agosto. A solução está nas mãos das autoridades brasileiras. Em havendo harmonia e independência entre os Poderes, nasce o perdão entre irmãos e, com a anistia, também a paz para a economia.” Ele disse ainda que não "se alegra" com a imposição das tarifas.
Donald Trump anunciou recentemente que irá taxar produtos brasileiros em 50%, citando processos contra Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) e decisões judiciais brasileiras que atingem grandes empresas americanas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu defendendo a soberania nacional e afirmou que o Brasil não aceitará ser tutelado por outros países. Lula sinalizou que pode recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) e prometeu buscar negociações diplomáticas para impedir que as tarifas entrem em vigor, reforçando que o Brasil está aberto ao diálogo, mas não cederá a pressões externas.
Na última semana, os filhos de Bolsonaro também se manifestaram. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que as tarifas representam um “empurrãozinho” para o Congresso aprovar a anistia, classificando a taxação como uma medida política. Já Eduardo Bolsonaro (PL-SP), licenciado e vivendo nos EUA, publicou uma nota afirmando que cabe ao Congresso liderar a solução, começando pela "anistia ampla". Ele argumenta que sua atuação nos EUA buscava "evitar o pior" ao propor sanções direcionadas individualmente, mas que agora é 'urgente' aprovar leis que garantam 'liberdade de expressão' e punam 'abusos de autoridades', ao mesmo tempo em que 'evita-se a escalada do conflito com os EUA'.
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