Bastidores da Política - MS confunde Amazonas com Amapá e falha na promessa de imunizar cinquentões


MS confunde Amazonas com Amapá e falha na promessa de imunizar cinquentões

Por RAIMUNDO DE HOLANDA

24/02/2021 19h16 — em Bastidores da Política

O Ministério da Saúde confundiu o Amapá  com o Amazonas. Pra cá viriam 78 mil doses de vacina nesta quarta-feira. Para o Amapá,  2 mil. O ministério comandado por Eduardo Pazuello  inverteu o destino dos imunizantes. Um erro até certo ponto perdoável, diante da pressão dos estados,  mas expõe o vexame que  autoridades estão sendo submetidas em razão da falta de preparo para o enfrentamento da pandemia. E a confusão - lamentável - refletida nos compromissos não assumidos ou impossíveis de assumir no prazo anunciado.

Por exemplo, na segunda-feira, 22, seria iniciada a imunização de pessoas entre 50 e 69 anos, segundo anunciou o ministro Eduardo Pazuello na sua passagem por Manaus. Não há imunizantes para isso e o máximo que pôde ser feito foi disponibilizar um cadastramento para quem tinha mais de 60 anos. A medida é contemporizadora, adotada para conter o desgaste das autoridades, que já  é grande.

Os cinquentões vão ficar para um segundo momento, quando houver vacina. E não há. Não na quantidade necessária.

Há um outro problema que não vem sendo devidamente esclarecido para a população: o de que a vacina representa apenas um esforço dos laboratórios para o enfrentamento da doença. Mas é uma esperança, um paliativo ainda…Ela não cura, apenas pode imunizar por um certo período. O depois é de  muita incerteza, dado o comportamento agressivo das novas cepas ou variantes da Covid 19 que se multiplicam a cada dia. Cientistas já  admitem que o vírus veio para ficar e que a humanidade vai demorar a adquirir a chamada imunidade de rebanho.

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.