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Lula pode ser pressionado a demitir Marina Silva


Por Raimundo de Holanda

27/05/2025 20h47 — em
Bastidores da Política



O Senado havia avançado na aprovação de projeto que cria novas regras para o licenciamento ambiental no Brasil. Foi um passo considerável para desfazer laços com o atraso e alavancar o desenvolvimento, especialmente em áreas isoladas da Amazônia. 

Pecou ao dar palanque para a principal opositora das mudanças, a ministra Marina Silva.

"Queremos o direito de passear na BR-319", diz Omar Aziz em crítica a Marina Silva 

Nesta terça-feira Marina deixou a comissão do Senado por se sentir "ofendida". Um papel de vítima que ela desempenha muito bem para auferir apoios. E esse apoio veio. 

Janja, a primeira dama, postou: “Impossível não ficar indignada com os desrespeitos sofridos pela ministra Marina Silva".

Janja tocou em assunto sensível para os senadores que aprovaram mudanças nas regras de licenciamento ambiental:

"Marina Silva é uma ministra que merece extremo respeito. Implantou políticas que contribuíram significativamente para reduzir o desmatamento em nosso país, e seu dedicado trabalho torna o Brasil cada vez mais referência nas ações de combate às mudanças climáticas.” 

Deixou claro de que lado o governo está.

E o presidente Lula ligou para a "vítima" manifestando solidariedade.

A repercussão do "debate" no Senado foi grande - a favor e contra - mas o que conta é quem decide. 

O projeto aprovado pelo Senado precisa passar pela Câmara, sem que antes seja precedido, agora por força de pressão popular, de um intenso debate com a sociedade. 

Em outras palavras, não vai sair tão cedo.

Dar palanque a Marina foi um erro gravíssimo. O Senado pode perder essa batalha e com  ele o Brasil. 

Mas esse mesmo Senado, onde reside a base insatisfeita do governo Lula, pode pedir a cabeça da ministra. E não pode esperar. Tem que ser agora.

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ASSUNTOS: Janja, Marina Silva, Omar Aziz, Senado Federal

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.