Compartilhe este texto

Direita apanha com ajuda de Trump


Por Raimundo de Holanda

12/12/2025 18h33 — em
Bastidores da Política


  • Depois de retirar Moraes das sanções impostas pela lei Magnitsky , Trump pode atender a um eventual pedido do governo brasileiro para extraditar Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo, o blogueiro Alan dos Santos e o deputado Alexandre Ramagem. Claro que se está falando em hipótese.

Aquela piscada de Lula para Trump nos bastidores das Nações Unidas, em novembro, colou. O "eu gosto dele e ele gosta de mim", que Trump declarou para a imprensa,  deu frutos. Trump amou de vez. Tanto que atendeu Lula em tudo, inclusive acaba de retirar as sanções impostas pela lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes e sua mulher Viviane. 

O próximo passo é previsível: Trump pode atender a um eventual pedido do governo brasileiro para extraditar Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo, o blogueiro Alan dos Santos e o deputado Alexandre Ramagem.  Claro que se está falando em hipótese. 

O que está acontecendo agora não estava no radar da direita. Tudo mudou do dia para a noite, como um pesadelo. Mas esse é um jogo de perde-ganha. Se o governo ( leia-se essa simbiose Supremo - Lula) está ganhando, também apresenta fissura, pontos de desgaste e início de crise. 

O caso do banco Master é um atoleiro de favores, contratos suspeitos, agrados que levaram Toffoli para o Peru, convidado que foi para assistir, com gente graúda do Master, o Palmeiras jogar. Fora o contrato milionário do escritório da mulher de Alexandre de Moraes com o banco.

Até onde isso vai parar é previsível. Os homens de capa preta têm poder - um grande poder -  e a imprensa, que deveria denunciar, investigar, acordar do sono letárgico de um país em transe e sem rumo, está em sua maioria calada.

Siga-nos no

ASSUNTOS: Alexandre de Moraes, Banco Master, lei Magnitsky, Lula, Toffoli, Trump

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.