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Petrobras anuncia plano para perfurar 22 novos poços no Amazonas

Petrobras anuncia plano para perfurar 22 novos poços no Amazonas
Petrobras anuncia plano para perfurar 22 novos poços no Amazonas

Manaus/AM  - A Petrobras confirmou que pretende retomar a exploração de petróleo e gás natural na Amazônia com a perfuração de 22 novos poços na região de Urucu–Coari, no estado do Amazonas. O projeto marca a volta das atividades de expansão na área após mais de uma década sem novas perfurações, e integra a estratégia da companhia de ampliar a produção em território nacional.

Segundo informações da empresa, a iniciativa está prevista para começar em 2026 e depende da concessão de Direito Real de Uso (CDRU), atualmente em análise pela Secretaria de Estado das Cidades e Territórios (Sect). A base de Urucu, localizada na Bacia do Solimões, é considerada a maior reserva terrestre de petróleo e gás natural do Brasil e já responde por parte significativa da produção energética da região Norte.

A informação foi divulgada por por Hilter Bandeira, gerente geral da base de produção e exploração da Petrobras em Urucu no Amazonas, durante uma entrevista à CNN. “Aprovamos esses 22 poços. 20 poços vão ser perfurados na campanha que se inicia em janeiro de 2026 e que vai até 2030. São 20 poços na área que já conhecemos. Dois poços estão fora, que podem fazer novas fronteiras exploratórias”.

Segundo ele, a abertura é necessária porque os poços possuem uma espécie de tempo de vida.

“Isso é importante por conta da nossa curva de declínio. Todos os poços têm, conforme nossa vida também, uma curva de declínio. Então, você chega no seu auge de produção e começa a reduzir aos poucos a produção daquele poço (...)  Temos alguns mecanismos de auxílio que fazem manter a produção, mas é preciso sempre estar aumentando a produção, perfurando, para manter nosso mercado", explica. 

Atualmente, a base de Urucu produz cerca de 105 mil barris de óleo equivalente por dia, o que representa 3,5% do consumo diário nacional. Além disso, são extraídos 13,5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, volume que garante aproximadamente 65% da energia elétrica consumida em Manaus.

Da região também saem diariamente cerca de 80 mil botijões de gás de cozinha, que abastecem o Norte e parte do Nordeste. O transporte é feito por 285 quilômetros de dutos até Coari, de onde os produtos seguem por via fluvial em navios.

A Petrobras afirma que o plano de expansão será acompanhado por medidas de monitoramento ambiental e protocolos de segurança, buscando equilibrar a exploração com a preservação da floresta amazônica. A companhia destaca que a retomada pode gerar empregos diretos e indiretos, além de aumentar a arrecadação estadual e fortalecer a matriz energética nacional.

O governo do Amazonas acompanha o processo e avalia os benefícios econômicos frente às preocupações ambientais. A expectativa é que, caso aprovado, o projeto seja um dos maiores investimentos recentes da Petrobras na região, consolidando a Amazônia como área estratégica para o setor energético brasileiro.

Entretanto, o anúncio reacendeu debates sobre os impactos ambientais da atividade. Especialistas e organizações ambientais alertam para os riscos de contaminação de rios, pressão sobre comunidades tradicionais e danos irreversíveis à biodiversidade. 

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