Criança é arremessada de janela por padrasto no Amazonas; mãe é presa
Manaus/AM- Uma operação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), via 77ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), resultou na prisão em flagrante de uma jovem de 21 anos pelo crime de tortura qualificada. O caso ocorreu na comunidade Fazendinha, zona rural de Novo Airão (a 115 quilômetros de Manaus), e choca pela gravidade das agressões contra uma criança de apenas seis anos.
O principal agressor, um homem de 25 anos e padrasto da vítima, é acusado de ter arremessado o menino pela janela da residência durante um acesso de raiva. Ele segue foragido e está sendo procurado pelas autoridades.
As investigações, lideradas pelo delegado Rodrigo Monfroni, começaram após o pai biológico da criança apresentar à polícia um vídeo gravado pelo avô materno do menino. As imagens mostram a criança chorando desesperadamente logo após ter sido atirada para fora da casa.
Mesmo diante da gravidade do estado do filho, a mãe tomou decisões que, segundo a polícia, configuram tortura por omissão:
Negligência médica: Em vez de levar o filho ao hospital, a mulher procurou um rezador na comunidade.
Convivência com o agressor: Após o atendimento tradicional, ela retornou com a criança ferida para a mesma casa onde morava o padrasto.
“A equipe policial encontrou a criança em estado preocupante. Exames médicos confirmaram fratura no braço esquerdo e dores intensas, sem qualquer tipo de imobilização. O menino relatou que as agressões eram frequentes”, afirmou o delegado Monfroni.
O caso foi tipificado como tortura-castigo qualificada por lesão corporal grave. De acordo com a autoridade policial, a mãe é responsabilizada porque, além de permitir o sofrimento contínuo do filho, deixou de buscar o socorro médico adequado, prolongando o dano físico e mental da vítima.
A mulher permanece presa e à disposição do Poder Judiciário. A Polícia Civil solicita que qualquer informação sobre o paradeiro do padrasto seja repassada de forma anônima via disque-denúncia. A criança deve receber acompanhamento dos órgãos de proteção à infância e assistência médica especializada.
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