Mãe que permitia marido estuprar filha em Maraã é investigada por exploração sexual
Manaus/AM - A mulher de 40 anos, presa na última quarta-feira (17) em Maraã por permitir que o marido estuprasse e torturasse a própria filha por mais de 10 anos, também é investigada por exploração sexual infantil. Ela estava escondida na casa de familiares do homem.
Segundo a delegada Kássia Evangelista, além de permitir os crimes cometidos pelo marido, há indícios de que a mulher também sabia e era conivente com o fato de o homem levar a filha para manter relações com outros homens. “Em relação ao crime de exploração sexual, a investigação continua porque nós ainda não conseguimos elementos suficientes para atribuir a essa mãe, pelo menos, o conhecimento da prática de exploração sexual por parte do genitor”, explicou.
A menina relatou em vídeo que o pai raspou sua cabeça e a levou diversas vezes para orgias. Em algumas ocasiões ele participava, em outras apenas observava enquanto a filha era violentada por outros homens. O homem foi preso pelos crimes, mas a mulher fugiu logo após a prisão e buscou esconderijo na casa de familiares em Maraã, onde acabou detida na quarta-feira.
A delegada informou que a suspeita ainda não foi interrogada, mas em mensagens trocadas com parentes negou parte das acusações feitas pela filha. “Informalmente, a mãe, em mensagens com familiares, afirma que nem tudo é verdade. Ela apresenta esse comportamento omissivo, estando o tempo todo ao lado do agressor já há muito tempo, conforme consta no que foi apurado no procedimento investigativo”, disse Evangelista.
Os abusos contra a garota começaram quando ela tinha entre seis e sete anos e se prolongaram até os 17. Nesse período, além da violência sexual, ela também foi torturada, chegando a ser esfaqueada e ter a cabeça raspada pelo pai.
“A informação que recebemos é que essa menina vivia em condição de submissão juntamente com o restante da família e que havia naturalizado os estupros porque o pai a manipulava constantemente para que, ainda criança e sem conhecimento, entendesse aquelas práticas como naturais. Em relação ao crime de tortura, após diversas agressões, o genitor chegou a raspar o cabelo da vítima, enquanto a mãe manteve-se inerte e omissa, sendo também investigada por omissão imprópria nesse crime”, acrescentou a delegada.
O sofrimento da jovem só terminou depois que conseguiu pedir ajuda à avó e aos tios, revelando tudo o que vinha enfrentando desde a infância nas mãos do casal.
Veja também
ASSUNTOS: Policial