Justiça adia mais uma vez audiência sobre assassinato de professor de jiu-jitsu no São Raimundo
Manaus/AM - O julgamento dos envolvidos no assassinato do professor de jiu-jitsu James Nascimento Mota, de 49 anos, sofreu mais um adiamento. A audiência de instrução, que estava inicialmente marcada para esta quarta-feira (31), foi remarcada pela terceira vez e agora está prevista para o dia 14 de agosto de 2025. A constante postergação do processo tem gerado revolta entre familiares e amigos da vítima, que cobram celeridade e justiça.
James foi morto na manhã de 8 de março de 2024, por volta das 6h, ao chegar à academia onde trabalhava, no bairro São Raimundo. Segundo as investigações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o crime teve motivação financeira. A vítima teria emprestado R$ 300 mil ao sócio e amigo Fabrício dos Santos Gonçalves, de 42 anos, que, sem conseguir quitar a dívida, teria planejado o assassinato.
Fabrício teria repassado informações detalhadas sobre a rotina de James a outros envolvidos no crime. Entre eles estão Carlos Inácio Ferreira de Souza, de 35 anos, aluno da vítima e responsável por intermediar o contato com o executor; Antônio Ricardo Gomes de Sá, de 36 anos, que forneceu a motocicleta usada na fuga; e Kauã Silva Neves, executor do assassinato, que confessou o crime em depoimento e afirmou ter recebido cerca de R$ 5 mil pelo homicídio.
O autor da morte do professor de jiu-jitsu chegou a comparecer no velório da vítima, falar com familiares, e se demonstrou 'arrasado' pelo homicídio do amigo e sócio.
Apesar da confissão do executor e das provas reunidas, Fabrício foi colocado em liberdade no dia 20 de dezembro de 2024, às vésperas do recesso do Judiciário. A decisão provocou revolta e perplexidade entre os familiares de James, que agora aguardam o andamento do processo com a expectativa de que, na nova data marcada, a audiência ocorra sem novos adiamentos.
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