Mulheres ficam de fora da CPI da água

Mulheres ficam de fora da CPI da água

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21/03/2012 16h34 — em Amazonas

Manaus - Quem mais entende de falta d´água em casa, as mulheres, ficaram fora da CPI da Água, cuja composição foi anunciada ontem pelo presidente da Câmara Municipal, Isaac Tayah (PSD). O número mínimo de sete vereadores, todos homens, foi escolhido segundo o presidente em comum acordo com os líderes partidários.

“Algumas pessoas que foram sondadas para participar da comissão declinaram do convite, porque não poderiam se dedicar aos trabalhos”, disse Tayah, quase explicando porque a vereadora Mirtes Sales (PPL), cotada para a presidência da CPI não estava entre os escolhidos.

A composição da CPI foi uma derrota política para o autor da proposta vereador Waldemir José e o seu partido o PT, acusado pela situação de usar o problema da água como palanque eleitoral. O presidente da comissão Leonel Feitoza (PSD) é do grupo do PSD e também o líder do prefeito Amazonino Mendes. O  relator Marcel Alexandre (PMDB) é da bancada eduardista.

Os demais membros – Jeferson Anjos (PV), Wilton Lira (PDT), Mário Bastos (PRP) e Joaquim Lucena (PSB) – são aliados de Amazonino e do ex-prefeito Serafim Corrêa (PSB) principal alvo da CPI. “Foi uma composição de consenso, respeitando a proporcionalidade partidária na casa”, disse o presidente Tayah.

Inconformado, o vereador Waldemir José disse não entender a composição da comissão investigativa. “O Leonel foi o vereador que mais se empenhou para desacreditar a CPI e mesmo assim foi escolhido presidente”, lamentou. Mas Leonel rebateu essa crítica afirmando que em nenhum momento foi contra essa ou qualquer outra CPI na casa.

“Eu participei de todas as CPIs da Câmara Municipal”, disse, lembrando que foi o relator da CPI da Água de 2005, que investigou o contrato de concessão do serviço com a Águas do Amazonas. Perguntado se a comissão vai investigar somente a repactuação do contrato feita pelo ex-prefeito Serafim, ele disse que “é o objeto da CPI”.

Mas afirmou que se houver necessidade a comissão vai buscar fatos de outras administrações. “Até 2005 já foi investigado, temos o relatório onde constam todos os detalhes, mas isso não impede que, se houver necessidade, nós investiguemos novamente fatos ocorridos em outras administrações”, confirmou.

A CPI da Água começa a se reunir na segunda-feira (26) para elaborar e definir um cronograma de atividades e levantar as necessidades de técnicos e materiais para sustentar os trabalhos. “Vamos precisar de pessoal técnico capacitado para a questão”, disse Leonel. O prazo da comissão é de 90 dias, ou 30 reuniões, prorrogadas por mais 15, se necessário.

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