Sete brasileiros estão entre os cardeais que vão escolher o novo papa
Com a proximidade do conclave que elegerá o novo papa, o Brasil terá representação recorde entre os cardeais votantes. Dos 133 religiosos com menos de 80 anos aptos a participar da escolha, sete são brasileiros — o maior número já registrado na história do país. Entre eles, o arcebispo de Salvador, Sérgio da Rocha, aparece em algumas listas internacionais como um dos possíveis papáveis. A eleição está prevista para começar no dia 7 de maio, no Vaticano.
Sérgio da Rocha, de 65 anos, é apontado como um nome de peso por representar a ala mais reformista da Igreja e integrar, desde 2023, o grupo de conselheiros mais próximos de Francisco. Além dele, compõem a delegação brasileira os cardeais Jaime Spengler (Porto Alegre), Odilo Scherer (São Paulo), Orani Tempesta (Rio de Janeiro), Paulo Cezar Costa (Brasília), João Braz de Aviz (Brasília, emérito) e Leonardo Steiner (Manaus). O único brasileiro fora da votação será Raymundo Damasceno, de 87 anos, que já ultrapassou a idade limite, mas continuará participando das discussões do colégio cardinalício.
As chances de um papa brasileiro ainda são consideradas remotas, já que os principais favoritos apontados vêm da Europa ou da Ásia. No entanto, o número expressivo de representantes do país no conclave reforça o peso crescente da Igreja Católica na América Latina. Especialistas avaliam que, caso o próximo pontífice siga a linha progressista de Francisco, nomes como Sérgio da Rocha ganham força na disputa.
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