Petro previu ataque dos EUA à Venezuela e citou possível ameaça a Manaus
Em setembro do ano passado, durante visita a Manaus, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, alertou para os riscos da intensificação da presença militar dos Estados Unidos no Caribe e na América Latina. À época, o líder colombiano afirmou que uma ofensiva contra a Venezuela poderia se expandir para outros países da região, inclusive o Brasil, citando Manaus como possível alvo de uma escalada militar.
A declaração foi feita durante a inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia), quando Petro questionou a passividade dos países latino-americanos diante da atuação militar norte-americana. Segundo ele, conflitos políticos internos, como os vividos pela Venezuela, não deveriam ser solucionados por meio de bombardeios ou intervenções externas, sob o risco de atingir populações civis em diversas capitais da região.
Neste sábado, 3 de janeiro de 2026, o alerta do presidente colombiano ganhou novo peso após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que forças americanas realizaram ataques em larga escala contra a Venezuela. Trump afirmou que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua companheira, Cilia Flores, foram capturados e levados para Nova York, onde serão julgados pela Justiça dos EUA.
Diante dos acontecimentos, Petro declarou, por meio das redes sociais, que pretende solicitar uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas para tratar da ofensiva militar. A Colômbia, assim como o Brasil, faz fronteira com a Venezuela e acompanha com preocupação os impactos regionais do conflito, especialmente em relação à segurança e ao aumento do fluxo migratório.
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