Saiba quem tem direito aos R$ 275 milhões após a prisão de Maduro
A captura de Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos, consolidada em uma operação militar de larga escala no último sábado (3), mergulhou o cenário geopolítico em um clima de incerteza. Enquanto o paradeiro exato do agora ex-presidente venezuelano permanece sob sigilo estratégico, a comunidade internacional volta os olhos para os próximos passos jurídicos e para o desfecho da bilionária recompensa oferecida por sua cabeça.
Um dos pontos centrais da discussão pós-operação é o destino da recompensa de US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 275 milhões). O valor, estabelecido pelo governo de Donald Trump, representa a maior cifra já oferecida pelo Programa de Recompensas por Narcóticos dos EUA.
O histórico dessa oferta demonstra uma escalada na pressão americana:
Março de 2020: Inicialmente fixada em US$ 15 milhões após acusações de narcoterrorismo em Nova York.
Janeiro de 2025: O valor subiu para US$ 25 milhões.
Agosto de 2025: Atingiu o recorde atual de US$ 50 milhões.
Ainda não há confirmação se o montante será pago a informantes ou se a captura foi resultado exclusivo de inteligência militar, o que anularia o desembolso do prêmio.
A base legal para a investida militar americana repousa em acusações de que Maduro, de 63 anos, transformou a Venezuela em um hub para o crime organizado. Segundo a procuradora-geral Pam Bondi, o líder venezuelano é acusado de utilizar facções como o Tren de Aragua, o Cartel de Sinaloa e o Cartel dos Sóis para inundar os Estados Unidos com entorpecentes e violência.
"A DEA apreendeu 30 toneladas de cocaína ligadas a Maduro e seus associados, sendo que quase sete toneladas estão diretamente conectadas ao próprio líder", afirmou Bondi em agosto passado.
Reação e próximos passos
Até o momento da captura, o governo venezuelano mantinha uma postura de desafio. O ministro das Relações Exteriores, Yvan Gil, havia classificado as recompensas como "propaganda política patética". Agora, com Maduro sob custódia, a expectativa gira em torno de sua extradição para os EUA, onde deverá enfrentar julgamento no Distrito Sul de Nova York.
A Casa Branca e o Pentágono devem divulgar notas oficiais nas próximas horas detalhando as condições de saúde do detido e os trâmites para o processo judicial que promete ser um dos mais emblemáticos do século.
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