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Trump lança "Conselho da Paz" em Davos e critica ONU

Trump lança "Conselho da Paz" em Davos e critica ONU
Trump lança "Conselho da Paz" em Davos e critica ONU

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (22), durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, a criação do chamado Conselho da Paz, uma iniciativa internacional que pretende atuar na reconstrução de regiões devastadas por conflitos e na mediação de crises globais.

Segundo Trump, o órgão nasce com um fundo inicial de US$ 1 bilhão, destinado prioritariamente à Faixa de Gaza, que será o primeiro foco de atuação.

O presidente afirmou que o conselho terá como objetivo “restaurar a esperança em áreas destruídas pela guerra” e que funcionará como uma alternativa às estruturas tradicionais da ONU, frequentemente criticadas por ele.

"Eu sempre falei que a ONU tem um potencial tremendo, que não é usado. Eles têm pessoas ótimas lá, mas eu nunca falei com a ONU sobre as oito guerras que eu acabei", disse.

Estrutura e funcionamento

- Participação internacional: Cerca de 60 países foram convidados a integrar o conselho, incluindo aliados ocidentais e nações do Oriente Médio.

- Organização: O grupo terá uma Carta Constitutiva, reuniões periódicas e comitês específicos para reconstrução, segurança e diplomacia.

 - Expansão: Embora Gaza seja o primeiro projeto, o Conselho da Paz poderá atuar em outros conflitos, como Ucrânia e Sudão.

Reações

Países como Arábia Saudita e Catar demonstraram apoio imediato, destacando a necessidade de novas iniciativas de reconstrução.

A França e Reino Unido, porém, reagiram com reservas, afirmando que o conselho pode enfraquecer o papel da ONU e gerar duplicidade de esforços.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado a participar, mas ainda não confirmou se o país integrará a iniciativa.

Impacto esperado

O anúncio reforça o protagonismo dos Estados Unidos na arena internacional e marca mais uma tentativa de Trump de redesenhar a diplomacia global. Analistas avaliam que o Conselho da Paz pode se tornar um instrumento de influência política e econômica, mas também gerar tensões diplomáticas por competir diretamente com organismos multilaterais já consolidados.

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