China anuncia tarifa de 55% e pressiona setor de carne bovina brasileiro
A China decidiu aplicar uma tarifa extra de 55% sobre importações de carne bovina que ultrapassarem cotas estabelecidas, o fato coloca o Brasil no centro das atenções. Isso porque o país é hoje o maior fornecedor de carne bovina para o mercado chinês e terá a maior fatia da cota de 2,7 milhões de toneladas previstas para 2026, com cerca de 41% desse total.
Na prática, isso significa que, ao atingir o limite da cota, qualquer embarque adicional de carne brasileira será taxado com a tarifa extra, encarecendo o produto e reduzindo a competitividade dos frigoríficos nacionais. Em 2025, o Brasil já havia exportado mais de 1,4 milhão de toneladas para a China, consolidando o país asiático como principal destino da produção nacional.
Especialistas avaliam que a medida pode gerar pressão sobre o setor agropecuário brasileiro, que terá de buscar alternativas para não depender exclusivamente do mercado chinês. A diversificação de destinos e o fortalecimento de acordos comerciais com outros países são apontados como estratégias necessárias para reduzir os impactos.
A nova política chinesa reflete uma tentativa de proteger a indústria local e controlar preços internos, mas para o Brasil representa um desafio direto: manter o protagonismo nas exportações de carne bovina sem comprometer a balança comercial.
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