Ataque israelense no sul da Gaza mata nove crianças da mesma família
Um ataque aéreo israelense na cidade de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, resultou na morte de nove dos dez filhos de um casal de médicos locais. A Defesa Civil de Gaza confirmou, neste sábado (24), que as vítimas, com idades entre sete meses e 12 anos, foram encontradas carbonizadas nos escombros da residência da família. O único sobrevivente, um menino de 11 anos, está em estado grave, assim como o pai, Dr. Hamdi al-Najjar, que também foi ferido no ataque.
O ataque ocorreu na sexta-feira (23) e foi realizado pelas Forças Armadas de Israel, que alegaram ter atingido suspeitos em uma estrutura próxima a militares israelenses. Em nota, as autoridades israelenses afirmaram ter retirado os civis da área antes do ataque e informaram que estão analisando as alegações sobre danos a civis não envolvidos. No entanto, testemunhas locais e profissionais de saúde indicam que a área era predominantemente residencial.
A tragédia gerou repercussão internacional, com críticas à atuação israelense. Felix Klein, comissário do governo alemão para o combate ao antissemitismo, afirmou que, embora a proteção de Israel seja fundamental para a política alemã, o apoio só pode ir até certo ponto. Ele destacou a necessidade de garantir que a população de Gaza seja adequadamente alimentada e tenha acesso a suprimentos de socorro e atendimento médico.
A Organização das Nações Unidas (ONU) também se manifestou, com o secretário-geral António Guterres afirmando que a população de Gaza enfrenta "a fase mais cruel da guerra". Ele criticou o bloqueio de Israel à entrada de ajuda humanitária no território, que foi suspenso parcialmente nesta semana. O conflito, que teve início em outubro de 2023, já
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