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Polícia aponta que síndico planejou assassinato de corretora em Goiás

Por Portal Do Holanda

29/01/2026 9h20 — em
Brasil


Foto: Divulgação

A Polícia Civil de Goiás divulgou novos detalhes sobre o assassinato da corretora Daiane Alves de Souza, ocorrido em dezembro de 2025, em Caldas Novas, Goiás. As investigações apontam que o crime foi premeditado pelo síndico do condomínio Ametista Tower, Cléber Rosa de Oliveira, que confessou ter matado a vítima.

O filho dele, Maicon Douglas, também foi preso, suspeito de participação na ocultação de provas, mas pode responder aos mesmos crimes que o pai se a polícia provar que ele participou diretamente da ação.

De acordo com os investigadores, Cléber teria provocado propositalmente uma queda de energia no apartamento de Daiane, obrigando-a a descer até o subsolo do prédio para tentar religar a energia. Nesse momento, o síndico a aguardava em um ponto cego das câmeras de segurança, onde o crime foi consumado.

Até o momento, não foi divulgado como Cléber matou Daiane, mas a polícia afirma que a ação demonstra planejamento e uso da posição de síndico para executar o homicídio. Após o assassinato, Cléber colocou o corpo da corretora na carroceria de sua caminhonete e o levou até uma área de mata em Ipameri, no sul de Goiás, onde foi encontrado em avançado estado de decomposição.

O filho, Maicon, é investigado por ter ajudado na ocultação de provas, incluindo a entrega de um celular novo ao pai, possivelmente para dificultar o rastreamento das comunicações. Apesar disso, Cléber insiste que agiu sozinho e que o filho não participou ativamente do crime.

O motivo do homicídio, segundo a polícia, estaria relacionado a desavenças sobre a administração do condomínio, já que Daiane questionava a atuação do síndico e havia registrado reclamações formais contra ele. O caso gerou forte comoção em Caldas Novas. Após a prisão de Cléber e Maicon, o apartamento do síndico foi invadido e depredado, com paredes pichadas e móveis destruídos.

A Polícia Civil segue investigando a participação de Maicon e a extensão do planejamento do crime. Cléber Rosa permanece preso e deve responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.


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