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Morte do cão Orelha em SC provoca protestos e críticas à lei de proteção aos animais

Por Portal Do Holanda

28/01/2026 9h01 — em
Brasil


Foto: Reprodução

A morte do cão comunitário Orelha, mascote da Praia Brava em Florianópolis, causou comoção nacional e reacendeu o debate sobre a legislação brasileira de proteção aos animais. O cachorro foi espancado até a morte, e o caso ganhou repercussão por envolver adolescentes, suspeitas de novas crueldades e tentativas de coação de testemunhas. A situação mobilizou ativistas, políticos e celebridades nas redes sociais, que pedem maior rigor na aplicação das penas.

Orelha vivia há cerca de dez anos na Praia Brava, onde era cuidado por moradores e comerciantes. Encontrado gravemente ferido em uma área de mata, ele foi levado a uma clínica veterinária, mas precisou ser eutanasiado devido à gravidade das lesões. Segundo a Polícia Civil, quatro adolescentes estão sob investigação, e familiares influentes dos jovens foram indiciados por tentativa de coação a testemunhas.

Especialistas e defensores dos direitos dos animais apontam que o caso expõe falhas estruturais na legislação brasileira. Apesar de a lei prever desde 2020 pena de dois a cinco anos para maus-tratos a cães e gatos, a aplicação das medidas ainda é considerada insuficiente. Para a ativista Luisa Mell, há grande diferença entre deixar um animal amarrado e espancá-lo até a morte, e a lei precisa refletir essas gradações.

O episódio também gerou mobilização política. O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, se manifestou sobre a investigação, enquanto a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e outras autoridades destacaram a importância da proteção aos animais. Protestos e atos em memória de Orelha estão previstos na Praia Brava e em capitais como Rio de Janeiro e São Paulo, com adesão de famosos e moradores locais.

Além das repercussões sociais e políticas, especialistas alertam para o vínculo entre violência contra animais e comportamento criminoso contra pessoas. O psiquiatra forense Guido Palomba destaca que atos de crueldade raramente surgem isolados e geralmente envolvem líderes que induzem outros à violência. No caso de Orelha, a polícia também investiga a tentativa do mesmo grupo de afogar outro cachorro, que sobreviveu, reforçando a gravidade das ações.


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O Portal do Holanda foi fundado em 14 de novembro de 2005. Primeiramente com uma coluna, que levou o nome de seu fundador, o jornalista Raimundo de Holanda. Depois passou para Blog do Holanda e por último Portal do Holanda. Foi um dos primeiros sítios de internet no Estado do Amazonas. É auditado pelo IVC e ComScore.

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