Ludhmilla Hajjar relata ameaças e diz que tentaram entrar em hotel
Cotada para assumir o Ministério da Saúde, a cardiologista Ludhmila Hajjar rejeitou o convite de Bolsonaro para o cargo por 'motivos técnicos'. Ela contou ainda que sofreu ataques e ameaças de morte após o convite para a pasta.
"Fiquei muito honrada pelo convite do presidente Bolsonaro, tivemos dois dias de conversas, mas infelizmente acho que esse não é o momento para que eu assuma a pasta do Ministério da Saúde por alguns motivos, principalmente por motivos técnicos", contou à CNN Brasil, nesta segunda-feira (15).
Ao contrário do presidente, a médica não defende o uso de cloroquina, ivermectina e outros medicamentos como tratamento precoce.
"Algumas medicações pregadas, como a cloroquina, ivermectina, azitromicina, o zinco e a vitimina D já se demonstraram não ser eficazes no tratamento da doença (...) Muitos de nós prescreveram cloroquina. Eu mesmo já falei isso: eu também. Até que fomos lidando com os resultados que a ciência nos trás e inúmeros estudos vieram para nos mostrar, de maneira definitiva, a não eficácia desses tratamentos. Isso é algo que eu pontei e é um assunto do passado", disse.
Outra divergência seria a questão do lockdown. Ludhmila ressalta que já foi comprovado cientificamente que a medida salva vidas.
Ameaças
A médica que está em Brasília contou que houve três tentativas de invasão no hotel onde está hospedada. Ela relatou que pessoas diziam que ser da equipe médica e que ela estavam os aguardando.
A reunião que ocorreu ontem (14) também teve a presença do general Eduardo Pazuello.
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