Operação mira chineses suspeito de lavar mais de R$ 1 bilhão para o PCC
A Polícia Civil de São Paulo, em conjunto com o Ministério Público e a Secretaria da Fazenda, deflagrou nesta quinta-feira (12) a Operação Dark Trader, que tem como alvo uma organização criminosa de origem chinesa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada no setor de eletrônicos para lavar dinheiro e ocultar receitas ilícitas. Em apenas sete meses, o esquema teria movimentado cerca de R$ 1,1 bilhão.
As autoridades cumpriram 20 mandados de busca e apreensão e três de prisão em São Paulo e Santa Catarina. A força-tarefa mobilizou mais de 140 agentes públicos, incluindo policiais civis e auditores fiscais.
O esquema funcionava com a emissão de notas fiscais falsas e o uso de contas-laranja para redirecionar pagamentos de clientes. Integrantes ligados ao PCC apareciam como sócios e proprietários de imóveis de luxo vinculados às empresas investigadas.
De acordo com o Ministério Público, o bloqueio judicial dos bens — chamado de sequestro — impede que os investigados utilizem ou transfiram patrimônio até a conclusão do processo. A entrada da facção no esquema teria como objetivo blindar o patrimônio e ampliar a rede de lavagem de dinheiro.
ASSUNTOS: Brasil