Documento aponta “depressão e ideação suicida” em suspeita de atropelar nam
Documentos médicos revelaram que Geovanna Proque da Silva, de 21 anos, possui um histórico de depressão severa diagnosticado desde os 15 anos de idade. A mulher foi presa após atropelar e matar seu namorado e uma amiga dele no Campo Limpo. Segundo os laudos, Geovanna estava em tratamento na Associação Filantrópica Nova Esperança e fazia uso contínuo de medicação controlada, evidenciando um quadro clínico que já havia motivado pedidos de auxílio por incapacidade temporária junto ao INSS.
A perícia médica que fundamenta a tese da defesa destaca que a jovem atravessava uma crise aguda de difícil controle iniciada em julho deste ano, marcada por ideação suicida recorrente. O relatório assinado pelo médico Vinício Caio Baptista Rossi indicava, inclusive, a necessidade de afastamento de suas atividades rotineiras entre os meses de outubro e dezembro. Durante a audiência de custódia, o histórico de tentativas de autoextermínio foi levado em conta pela juíza Fernanda Oliveira Silva, que, ao analisar a gravidade do estado psíquico da ré, determinou que o sistema penitenciário garanta assistência médica especializada durante a custódia.
Apesar das evidências sobre sua saúde mental, a Justiça converteu a prisão em flagrante de Geovanna em preventiva, mantendo-a detida enquanto o processo avança. Testemunhas relataram que, logo após o impacto que vitimou o casal, a jovem teria tentado fugir do local, mas foi interceptada por populares e posteriormente socorrida sob escolta policial. A decisão judicial reforça a necessidade de manter a ordem pública diante da letalidade do ato, ao mesmo tempo em que impõe à Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) o dever de oferecer o suporte terapêutico necessário para evitar novos episódios de automutilação.
O episódio agora entra em uma fase de perícias mais profundas, onde o Judiciário deverá avaliar se o transtorno psiquiátrico alegado comprometeu a capacidade de discernimento da jovem no momento do crime.
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