A roda não gira no País da mesmice
Tem dia que o mundo não gira. Que as coisas se repetem, que as notícias envelhecem. A página policial registra os mesmos crimes, a de política as mesmas promessas. A Judicial, o mesmo processo e a mesma comemoração por 1,2 mil inquéritos instaurados e 123 audiências realizadas em razão de um golpe de estado que não houve. E a estrela é a mesma que brilhou desde 8 de janeiro: um magistrado.
Não é uma rotina, é um pesadelo.
A ladainha de sempre é “salvar a democracia”. Que há muito deixou de ser o “goverrno do povo pelo povo” para se tornar o governo dos juízes intolerantes, para os quais não há apaziguamento possível na sociedade brasileira. É a ditadura das minorias que se consolida a cada dia.
Como leitor gosto de procurar coisas novas e passar para outros leitores a análise daquilo que considero importante colocar como debate. Mas devo confessar que essa mesmice me tira o entusiasmo e às vezes me pergunto: que tal dar uma folga para os leitores da coluna e não escrever nada?
Entretanto há um impulso que não consigo controlar.
Tenho a leve impressão - não considerem isso pretensão de minha parte - que há alguns, e não são poucos, que esperam por mim. A esses, não pretendo decepcionar, apesar de considerar esse texto um tanto azedo e decepcionante. Boa noite ou bom dia para os que deixarem para ler apenas na segunda-feira…
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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.