Deveria ser natural e até norma de redação, os veículos de imprensa atribuírem decisões monocráticas ao ministro que as proferiu, não à corte de justiça como um todo. Mas é lugar comum afirmar que se trata de uma decisão do Supremo, não do sr. Toffoli ou do senhor Alexandre de Moraes - fato que contribui para o desgaste acentuado do tribunal nos últimos meses.
O episódio envolvendo o Banco Master é um entre centenas de exemplos que podem ser facilmente enumerados.
O que se vê é algo inusitado: um ministro interferindo claramente em decisão do Banco Central e outro acusado de fazer advocacia administrativa.
O descrédito nasce da perplexidade diante de limites que ministros deixaram de respeitar.
Há maus exemplos que foram revelados nas últimas semanas. Entre eles, o "interesse" do Tribunal de Contas da União no caso, com interferência velada de um ministro de perfil mais político e historicamente ligado ao centrão.
O descrédito do sistema de justiça começa internamente, com os malfeitos de seus principais integrantes. Pior, nada a fazer para ao menos remediar o problema.



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