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O mundo de nossa infância era outro…


Por Raimundo de Holanda

10/10/2023 21h16 — em
Bastidores da Política


  • Nossas crianças são desafiadas a fazer escolhas. Desafios que não tivemos. O nosso mundo era doce e sereno. O delas é veloz e ao mesmo tempo fugaz, passageiro

O dia 12 está chegando. Dia de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, dia do descobrimento do Continente Americano, por Cristóvão Colombo. E dia da criança - que é de fato o mais lembrado. 

Quem tem criança em casa sabe o quanto essa data mexe com o bolso - elas exigem demais e muitas vezes cometemos o erro  de oferecer o que não podíamos ou não devíamos  - o celular - a chave que abre a porta para um mundo cheio de armadilhas. 

O fazemos por amor, mas perdemos na medida em que elas perdem. E sofremos na medida em que elas sofrem. Em pouco tempo vemos desaparecer o que elas têm de mais belo: a inocência. 

O mundo de nossa infância foi outro. Era mais fácil para nossos pais nos preservar. Brincávamos, líamos, estudávamos, ajudávamos em casa nos trabalhos domésticos. Íamos à igreja aos domingos porque nossos pais  diziam que  Deus estava lá. E acreditávamos.

Na verdade, não nos preparamos para o mundo no qual criaríamos nossos filhos, com tantas transformações, com o amor e o ódio, a verdade e a mentira, o sexo e o vício, a paz e a guerra sendo oferecidos em uma tela de 5,5 polegadas.

Nossas crianças são desafiadas a fazer escolhas. Desafios que não  tivemos. O nosso mundo era doce e sereno. O delas é veloz e ao mesmo tempo fugaz, passageiro. Como é difícil compreender e acompanhar…

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ASSUNTOS: dia da criança. descobrimento da América, nossa senhora aparecida

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.