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O crime com uso de violência por Daniel Vorcaro que a desembargadora não viu


Por Raimundo de Holanda

29/11/2025 20h28 — em
Bastidores da Política


  • A desembargadora federal Solange Salgado, que concedeu liberdade ainda que vigiada ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, disse que "os delitos atribuídos ao banqueiro" não envolvem violência ou grave ameaça à pessoa".
  • Como não? Dar o golpe que deu, causando prejuízo de bilhões de reais ao país e aos correntistas, não é um modelo de violência que ao que parece se normatizou no país do "jeitinho", quando se tem poder e amigos influentes?
  • Tão influente esse Vorcaro que o caso saiu da primeira instância federal e acabou sabem onde? No STF, tendo como relator o Ministro Dias Toffoli.

Esse é um caso perdido para a moral do Brasil, para a parte  sadia do sistema financeiro - que lida com a legalidade - e para a democracia. 

A lógica é sempre a mesma: o dano nasce privado e renasce público. 

O País virou especialista em mandar a conta por falhas de gestão (caso dos Correios) ou fraude no sistema bancário ( vide Banco Master) ao contribuinte. 

Quando um banco quebra, quando há fraude no INSS, quando emendas são desviadas ou quando uma estatal é mal gerida, a conta nunca fica com quem causou o problema. Ela retorna, inevitavelmente, ao mesmo lugar: o bolso do cidadão. 

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ASSUNTOS: Banco Master, dias toffoll, vorcaro

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.