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Manaus fica sem aeroporto em momento crítico para a economia do Estado


Por Raimundo de Holanda

23/09/2023 21h58 — em
Bastidores da Política



Acontece todo ano. No verão amazônico os rios secam, a economia desaba  e comunidades ficam isoladas. Se o fenômeno é cíclico, e de certa forma o homem da região já se adaptou ao vai e vem das águas, o comércio e a indústria buscam a única opção para manter os negócios  funcionando: o  transporte aéreo. Era a saída até o ano passado, mas o aeroporto Eduardo Gomes entrou em reforma, suspendeu voos durante as manhãs e não tem condições de receber aviões de grande porte.  

 O resultado é trágico, porque também mexe com  o turismo e afeta drasticamente o setor hoteleiro, além de concentrar voos pela parte da tarde, lotando guichês e irritando passageiros. 

Entregue a uma empresa privada, o aeroporto passou a ser considerado o pior a oferecer serviços aos usuários no Brasil. 

Curiosamente, as entidades do setor industrial  e comercial silenciam diante do caos previsível no curto prazo: indústrias paradas por falta de componentes, desabastecimento do comércio e inflação alta devido a falta de produtos. 

Na outra ponta, a população, como sempre pagando um preço alto pelo imobilismo daqueles que têm o dever de manter a atividade econômica em alta e, portanto, com capacidade de mobilizar o poder  político para impedir a paralisia do  Eduardo Gomes, adiando a reforma iniciada em um momento dramaticamente crítico para o Estado do Amazonas.

Mas há um silêncio cúmplice, inexplicável, inclusive da classe política...

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.