Bastidores da Política - Governo precisa adiar concurso da PM diante do crescente contágio por Covid em Manaus


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Governo precisa adiar concurso da PM diante do crescente contágio por Covid em Manaus

Por RAIMUNDO DE HOLANDA

18/01/2022 17h52 — em Bastidores da Política


O governo do Amazonas, que já anunciou o adiamento de eventos importantes por causa do avanço da Covid e sua nova variante, a Ômicron, ainda não se manifestou sobre a mudança de data do concurso da Polícia Militar, marcado para fevereiro. Cabe ao Estado preservar a saúde pública e conter o contágio,  que está numa fase crescente, especialmente em Manaus. O tempo é de vigília e de aprendizado com o passado.

O aumento do número de casos de Covid em Manaus deve impactar na realização de concurso da Polícia Militar do Amazonas, marcado para fevereiro, considerando que o número de inscritos passa de 100 mil.

Cerca de 30% dos candidatos que formalizaram inscrições são de outros estados, o que agrava mais o problema - de acomodação, de controle da epidemia e da manutenção das normas, como o distanciamento social.

O governo do Amazonas, que já anunciou o adiamento de eventos importantes, como o carnaval, ainda não se manifestou sobre a mudança de data do concurso e espera-se que o faça para evitar que os candidatos invistam em passagens áreas e reservas de hotéis. Mais que isso: cabe ao governo preservar a saúde pública e conter o contágio que está numa fase crescente, especialmente em Manaus.

O tempo é de vigília e de aprendizado com passado recente, em que Manaus foi tomada pelo caos, com a rede hospitalar em colapso e muitas mortes.

Certamente que o governo, que tem anunciada medidas importantes para conter a pandemia, agirá da forma que se espera, adiando a data do concurso, como o fez em referência a outros eventos que envolveriam a participação de um grande público.



Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.