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Centrais Sindicais criticam governo e exigem retorno das aulas remotas em Manaus

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Foto: Reprodução/ internet Foto: Reprodução/ internet
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Manaus/AM - As Centrais Sindicais do Amazonas manifestaram solidariedade aos trabalhadores da educação, estudantes e famílias que estão sendo expostas a contaminação do novo coronavírus por conta do retorno das aulas presenciais na capital. Além disso, o grupo criticou o governo do estado em manter às aulas mesmo com casos de Covid-19 em professores.

“O governo do estado e o Ministério Público do Amazonas, ignoraram o alerta do Sinteam e hoje, com 4 (quatro) casos confirmados e eximem-se da responsabilidade sobre o perigo de contágio e desenvolvimento da doença nas escolas onde foi detectada inicialmente. A SEDUC gastou milhões com máscaras ineficientes na contenção do vírus pelo material utilizado e pelo tamanho que virou uma tragicomédia nas redes sociais e trata a questão algo menor, que apenas medidas sanitizantes resolvem, sem indicação de isolamento mínimo de 14 dias para quem conviveu na escola com as pessoas infectadas e sem emitir alerta aos órgãos competentes para que rastreie as famílias de professores/as, funcionários/as e estudantes como medida para conter o alastramento da doença”, denunciou as centrais em nota publicada no Facebook.

Eles também relatam que o Sindicato enviou uma nota ao Ministério Público solicitando a continuidade das aulas remotas. Porém a decisão foi negada pelo órgão.

“ As Centrais Sindicais do Amazonas abaixo assinadas reiteram seu compromisso em defesa da vida e contra o retorno das aulas presenciais sem que haja segurança sanitária e controle da pandemia no nosso estado. Não podemos nos calar diante de realidades distintas de enfrentamento a pandemia”, escreveu.

Confira nota na íntegra

As Centrais Sindicais do Amazonas vêm a público manifestar sua solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras em educação, estudantes e famílias amazonenses que estão expostos/as à contaminação por coronavírus com a decisão precipitada de retorno às aulas presenciais.

Não nos caleremos frente à insensibilidade do governo do estado e o Ministério Público Estadual, que à revelia do que acontece no Mundo, no Brasil e no nosso estado, trata sem a devida importância, a vida de professores/as, funcionários/as e suas famílias.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas – Sinteam, em documento enviado ao Ministério Público Estadua, solicitou que fossem mantidas as aulas remotas e que a rede estadual não reiniciasse as aulas presenciais. No documento, o Sinteam denunciou ao Ministério Público que devido ao governo do estado não ter feito a testagem na população e à falta de infraestrutura das escolas, haveria riscos de contaminação e óbitos por COVID-19. Uma vez que estudantes teriam que utilizar o transporte público, conviver no espaço escolar e retornar para suas casas, podendo ser potenciais vetores de dissiminação e transmissão do vírus, além de poderem também contrair a doença.

A resposta do Ministério Público foi que não havia provas que justificassem a não reinício das aulas presenciais. E manteve a decisão da Secretaria de Educação do Estado do Amazonas. Não bastassem os números de mortes por COVID-19 no Amazonas, mesmo sem levar em conta a subnotificação, e o fato de haver apenas 7 (sete) UTI’s no estado, o Ministério Público não levou em conta, os riscos de novos picos da doença que ocorreu mesmo em países aparentemente tiveram o controle da pandemia e que trataram com a seriedade devida; a falta de devidas condições estruturais e sanitárias das escolas mesmo antes da pandemia; o calor nesta época do ano que torna insuportável o uso de máscaras por um longo período de tempo.

O governo do estado e o Ministério Público do Amazonas, ignoraram o alerta do SINTEAM e hoje, com 4 (quatro) casos confirmados e eximem-se da responsabilidade sobre o perigo de contágio e desenvolvimento da doença nas escolas onde foi detectada inicialmente. A SEDUC gastou milhões com máscaras ineficientes na contenção do vírus pelo material utilizado e pelo tamanho que virou uma tragicomédia nas redes sociais e trata a questão algo menor, que apenas medidas sanitizantes resolvem, sem indicação de isolamento mínimo de 14 dias para quem conviveu na escola com as pessoas infectadas e sem emitir alerta aos órgãos competentes para que rastreie as famílias de professores/as, funcionários/as e estudantes como medida para conter o alastramento da doença.

Considerando o acima exposto, as Centrais sindicais do Amazonas abaixo assinadas reiteram seu compromisso em defesa da vida e contra o retorno das aulas presenciais sem que haja segurança sanitária e controle da pandemia no nosso estado. Não podemos nos calar diante de realidades distintas de enfrentamento a pandemia. Enquanto os altos cargos e parlamento do governo do estado têm todas as condições físicas e financeiras e condições de trabalho devidas com atividades remotas, o povo trabalhador tem a realidade cruel de desemprego; foram registrados 6.964 pedidos de seguro-desemprego em junho, e 58, 9% de trabalhadores/as na informalidade sem carteira assinada que não tem direito ao benefício; sobrevivendo à falta de transporte, saúde, acesso à internet de qualidade e segurança adequados e que têm que escolher entre não enviar os filhos e muitas vezes não ter como alimentá-los ou mandar os filhos para a escola e eles terem pelo menos uma refeição, mas correrem o risco de se contaminar e trazerem o vírus pra suas casas.

Reiteramos que não é o momento para a volta às aulas presenciais e exigimos que o governo do estado dê continuidade às aulas remotas, com melhorias nas condições de trabalho e saúde laboral dos/as trabalhadores/as em educação e condições para que os estudantes possam acessar as aulas e não sejam prejudicados pela falta de acesso às aulas.

Em defesa da vida e de uma educação de qualidade!

Reiteramos que não é o momento para a volta às aulas presenciais e exigimos que o governo do estado dê continuidade às aulas remotas, com melhorias nas condições de trabalho e saúde laboral dos/as trabalhadores/as em educação e condições para que os estudantes possam acessar as aulas e não sejam prejudicados pela falta de acesso às aulas.

Em defesa da vida e de uma educação de qualidade socialmente referenciada!

 

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