Amazonas registra crescimento recorde na classe média e alta, aponta FGV
O cenário socioeconômico do Amazonas apresentou uma transformação expressiva nos últimos dois anos. De acordo com um levantamento recente da Fundação Getulio Vargas (FGV), o estado registrou um salto de 15,21 pontos percentuais no contingente populacional pertencente às classes A, B e C entre 2022 e 2024. Com esse avanço, o grupo que engloba famílias com renda a partir de quatro salários mínimos passou a representar 60,63% da população amazonense.
A ascensão econômica no Amazonas supera a média de crescimento nacional e é atribuída, em grande parte, à combinação entre a recuperação do mercado de trabalho e o impacto de programas de transferência de renda.
Para o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, os números comprovam que ferramentas como o Bolsa Família e o Cadastro Único estão cumprindo um papel que vai além do auxílio imediato.
"Vemos pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média. Isso mostra que o programa não é só transferência de renda; ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo", destacou o ministro.
O fenômeno observado no Amazonas reflete uma tendência consolidada em todo o país. Segundo o estudo da FGV:
17,4 milhões de brasileiros deixaram a linha da pobreza nos últimos dois anos.
Houve um aumento de 8,44 pontos percentuais na integração das classes de maior renda em nível nacional.
Além do Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o maior acesso ao crédito e à educação foram apontados como os principais motores dessa mobilidade.
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