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Amazonas emite comunicado urgente contra uso estético de canetas emagrecedoras

Amazonas emite comunicado urgente contra uso estético de canetas emagrecedoras
Amazonas emite comunicado urgente contra uso estético de canetas emagrecedoras

Manaus/AM- A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) divulgou, nesta quarta-feira (07/01), um alerta urgente à população sobre o uso sem orientação médica de medicamentos injetáveis para emagrecimento. A fundação reforça que esses fármacos possuem indicações clínicas específicas e o uso por conta própria, muitas vezes com fins estéticos, pode trazer graves danos ao organismo.

Rigor na Fiscalização e Venda

O alerta acompanha as novas diretrizes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com as normativas mais recentes (Instrução Normativa nº 360/2025 e RDC nº 973/2025), a venda dessas "canetas" só é permitida mediante prescrição médica com retenção obrigatória da receita na farmácia.

A medida visa coibir o comércio irregular e garantir que o paciente tenha o suporte necessário durante o tratamento, que é originalmente voltado para o controle de diabetes tipo 2 e obesidade mórbida.

Riscos à Saúde

O uso dessas substâncias sem o acompanhamento de um especialista pode desencadear uma série de complicações severas, como:

Pancreatite;

Hipoglicemia;

Náuseas e vômitos persistentes;

Alterações gastrointestinais graves.

A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca que a busca pelo emagrecimento rápido não deve sobrepor a segurança. “O uso indiscriminado, especialmente com finalidade estética, pode trazer prejuízos irreversíveis à saúde e acabar sobrecarregando os serviços públicos de saúde com atendimentos de emergência”, pontuou.

Cuidado com falsificações

A Vigilância Sanitária estadual também faz um alerta sobre a procedência desses produtos. Helton Ruiz, subgerente de Produtos da FVS-RCP, orienta os consumidores a desconfiarem de ofertas com preços muito abaixo da média do mercado ou de locais que não exigem a receita médica. Segundo ele, esses produtos podem estar adulterados, oferecendo risco de intoxicação ou ineficácia terapêutica.

A orientação final do órgão é clara: qualquer tratamento para perda de peso deve ser iniciado apenas após avaliação médica detalhada em unidades de saúde ou consultórios especializados.

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