48 horas de angústia: Bombeiros enfrentam correnteza e ampliam raio de buscas por vítimas de naufrágio
Manaus/AM – O comandante do Corpo de Bombeiros, Coronel Muniz, falou sobre a operação que busca os desaparecidos do naufrágio ocorrido na última sexta-feira (13), no Encontro das Águas.
Segundo Muniz, a força-tarefa utiliza todos os meios possíveis para localizar e resgatar as vítimas, mas as condições dos rios dificultam os trabalhos. Mergulhadores atuam em buscas submersas e na superfície, enquanto aeronaves e drones fazem varreduras em áreas de difícil acesso, inclusive em municípios vizinhos como Itacoatiara, para onde a correnteza pode ter levado passageiros.
“Nós temos mudanças de direcionamento das correntes de arrasto, principalmente do Rio Solimões, que tem uma correnteza mais forte. Nós temos diferença de densidade de temperatura no encontro das águas. A profundidade é muito grande também, isso é um complicador para as operações, mas nós estamos aí com 25 mergulhadores, só do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, inclusive são mergulhadores que têm muita experiência (...) E nós vamos continuar as operações até que nós consigamos dar uma resposta adequada, localizar”, disse Muniz.
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O Corpo de Bombeiros também utiliza sonar para auxiliar nas buscas. O comandante ressaltou que o naufrágio já completa 48 horas, período em que as chances de encontrar sobreviventes diminuem drasticamente.
“Considerando que hoje completou 48 horas do naufrágio, nós, a partir de agora, aumenta a possibilidade se os corpos, se as vítimas, né, os desaparecidos tiverem efetivamente sido afogados, existe a possibilidade real agora de eles aparecerem, boiar. E é nesse sentido que nós vamos aumentar as equipes de busca em superfície”, afirmou.
Muniz destacou ainda que o raio de busca será ampliado e que as operações aéreas serão intensificadas a partir desta segunda-feira (16).
“Então, com a aeronave de asa rotativa, hoje à tarde já fizeram voos em pontos específicos e a partir de amanhã eles irão regularmente estar apoiando a nossa operação com o uso da aeronave. Além disso, nós estamos utilizando drones para verificação em locais de difícil acesso, onde a aeronave não pode prover a observação e a embarcação também não consegue chegar. Estamos com drones embarcados nas nossas embarcações. Portanto, é um conjunto de equipamentos, inclusive trouxemos aqui, através de uma parceria com o Estado de São Paulo, mais equipamentos que incorporamos na nossa operação”, disse.
Enquanto isso, familiares das vítimas também organizam buscas por meios próprios na esperança de encontrar parentes desaparecidos.
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