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Por que Trump queria prender Maduro? Entenda as acusações dos EUA

Por Portal Do Holanda

03/01/2026 8h21 — em
Mundo


Foto: Divulgação

A captura de Nicolás Maduro em uma ofensiva aérea nesta madrugada não foi um evento isolado, mas o desfecho de uma estratégia de cerco montada por Donald Trump que combina pressão militar, recompensas milionárias e graves acusações de crimes transnacionais.

O governo americano fundamenta a prisão do líder chavista em dois pilares principais: o combate ao narcoterrorismo e a restauração da democracia no continente.

O principal argumento jurídico usado por Trump para ordenar a prisão é a acusação de que Maduro não atua apenas como político, mas como o líder do Cartel de los Soles. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, Maduro teria coordenado o envio de centenas de toneladas de cocaína para o solo americano, utilizando-se de militares e órgãos do governo venezuelano para facilitar o tráfico.

Parcerias Criminosas: Washington alega que Maduro instrumentalizou grupos como o Tren de Aragua, o Cartel de Sinaloa e até facções terroristas estrangeiras para operacionalizar o transporte de drogas.

Apreensões Recordes: Recentemente, a agência antidrogas (DEA) afirmou ter confiscado 30 toneladas de cocaína vinculadas ao regime e mais de US$ 700 milhões em ativos, incluindo jatos e carros de luxo pertencentes ao círculo íntimo de Maduro.

A Recompensa de US$ 50 Milhões

Para Trump, a captura de Maduro tornou-se uma questão de "segurança nacional". Prova disso foi o aumento sucessivo no valor oferecido pelo seu paradeiro. Em 2020, o valor era de US$ 15 milhões. Após passar por US$ 25 milhões no governo Biden, Trump dobrou a aposta ao retornar à Casa Branca, fixando a recompensa em US$ 50 milhões (R$ 273,8 milhões) no início deste mês.

Para a Casa Branca, Maduro não era mais reconhecido como chefe de Estado, mas como um "líder de cartel e fugitivo" da justiça americana.

A ofensiva também é uma resposta direta às eleições venezuelanas de 28 de julho de 2024. O governo Trump, endossado por declarações do secretário de Estado, Marco Rubio, acusa Maduro de ter "estrangulado a democracia" ao declarar vitória sem apresentar as atas eleitorais.

"Ele afirmou ter vencido, mas não apresentou prova. Os Estados Unidos não o reconhecem como presidente", afirmou Rubio horas antes da operação.

O que acontece agora?

Com a confirmação da captura, Maduro deve ser processado em tribunais americanos por tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. A operação deste sábado marca a ação militar mais ousada dos EUA na região em décadas, sinalizando que a gestão Trump está disposta a usar "toda a sua força" para cumprir ordens de prisão contra líderes estrangeiros indiciados por narcotráfico.

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