Plano dos EUA para a Venezuela prevê três fases; veja mais detalhes
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (7) que o plano do governo americano para a Venezuela está estruturado em três fases e prevê, ao final, uma transição de poder no país atualmente sob influência do chavismo. Segundo ele, a estratégia começa com a estabilização da situação interna, avança para a recuperação econômica e culmina com mudanças no comando político.
De acordo com Rubio, a primeira etapa tem como objetivo evitar um cenário de instabilidade e colapso institucional. Desde a captura do presidente Nicolás Maduro por forças dos EUA, no último sábado (3), o governo venezuelano passou a ser conduzido interinamente pela vice-presidente Delcy Rodríguez, nome de confiança do chavismo e primeira na linha de sucessão.
O secretário afirmou que a fase inicial inclui medidas de isolamento da Venezuela no mercado internacional, com sanções e apreensão de carregamentos de petróleo. Segundo ele, entre 30 e 50 milhões de barris deverão ser tomados pelos EUA e vendidos a preço de mercado, com os recursos sendo administrados por Washington. Rubio disse que a intenção é direcionar esses valores à população venezuelana, sem que cheguem ao regime ou a esquemas de corrupção.
Na segunda fase, segundo o governo americano, está prevista a recuperação econômica, com abertura do mercado venezuelano a empresas dos Estados Unidos e de outros países aliados. O plano também prevê ações voltadas à reconciliação nacional, incluindo anistia a integrantes da oposição, libertação de presos políticos e estímulo à reconstrução da sociedade civil no país.
A terceira e última etapa, afirmou Rubio, será a transição de poder, embora ele não tenha detalhado como esse processo ocorreria nem mencionado a realização de eleições. A Casa Branca afirmou que discutir um calendário eleitoral neste momento ainda é prematuro. Enquanto isso, a apreensão de petroleiros ligados à Venezuela tem ampliado as tensões diplomáticas, especialmente com a Rússia, que criticou a ação americana e acusou Washington de violar o direito marítimo internacional.
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