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Opositores venezuelanos revelam detalhes sobre fuga da embaixada da Argentina

Por Portal Do Holanda

24/05/2025 21h53 — em
Mundo


Foto: Reprodução/Youtube

Cinco opositores venezuelanos que passaram mais de 400 dias abrigados na embaixada da Argentina em Caracas afirmaram neste sábado (24) que a operação de resgate que os retirou do local foi uma das mais espetaculares da história. Em coletiva de imprensa em Washington, os ativistas — aliados da opositora María Corina Machado — relataram que a ação, coordenada pelos Estados Unidos, foi realizada sem a participação do governo venezuelano e de forma silenciosa.

Os opositores Magalli Meda, Pedro Urruchurtu, Claudia Macero, Humberto Villalobos e Omar González buscaram asilo na embaixada em março de 2024, após uma onda de prisões que antecederam as eleições venezuelanas. Na ocasião, o presidente Nicolás Maduro foi reeleito para um terceiro mandato em um pleito amplamente contestado por fraudes. Um sexto ativista, Fernando Martínez Mottola, se entregou às autoridades no fim de 2024 e faleceu em fevereiro deste ano por problemas de saúde.

Segundo González, o regime pretendia eliminar fisicamente os asilados, e os últimos dias antes da fuga foram marcados por tensão. Ele afirma que o governo de Maduro planejava simular um desaparecimento, mas a operação liderada por diplomatas americanos ocorreu de maneira precisa, sem confrontos. “Eles não fazem ideia de como conseguimos sair”, afirmou, destacando que o plano permanece em sigilo por questões de segurança.

Os ativistas criticaram a atuação da comunidade internacional, especialmente países como México, Colômbia e Brasil, por apostarem em soluções diplomáticas convencionais, consideradas ineficazes diante de um regime autoritário. Em contrapartida, agradeceram aos EUA, Argentina e alguns setores do Brasil pelo apoio. Eles também cobraram ação mais firme de organismos como o Tribunal Penal Internacional, que ainda não emitiu mandado de prisão contra Maduro.

Ao final da coletiva, os opositores reforçaram a necessidade de pressão externa sobre o regime e destacaram que sua fuga é uma prova de que a liberdade é possível. “Sobrevivemos porque nos mantivemos unidos e com dignidade”, disse Magalli Meda. O grupo defende que empresas como a Chevron deixem de operar no país, pois os lucros, segundo eles, financiam a repressão e a corrupção dentro do governo venezuelano.


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O Portal do Holanda foi fundado em 14 de novembro de 2005. Primeiramente com uma coluna, que levou o nome de seu fundador, o jornalista Raimundo de Holanda. Depois passou para Blog do Holanda e por último Portal do Holanda. Foi um dos primeiros sítios de internet no Estado do Amazonas. É auditado pelo IVC e ComScore.

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