Fotos, e-mails e registros: o que mostram os novos documentos do caso Epstein
Novos documentos ligados ao caso Jeffrey Epstein voltaram a colocar o escândalo no centro do debate internacional após a liberação de uma grande quantidade de arquivos pelas autoridades dos Estados Unidos. O material, divulgado com base em medidas de transparência, inclui milhões de páginas, além de fotos, vídeos e trocas de mensagens que estavam sob custódia do FBI e de outros órgãos. As revelações reacenderam discussões sobre a rede de relacionamentos do financista, acusado de comandar um esquema de tráfico e abuso sexual de menores.
Antes dessa nova leva, o público já conhecia a chamada “lista” tornada pública em 2024, formada por registros de voos, depoimentos e documentos de processos civis. Epstein mantinha propriedades como a ilha de Little St. James, uma mansão em Nova York e um rancho no Novo México, locais citados por vítimas. Nomes de figuras conhecidas, como Bill Clinton, Donald Trump e o príncipe Andrew, já haviam aparecido em registros ou testemunhos, sem que isso representasse, por si só, acusação formal de crime contra todos os mencionados.
Entre os pontos que mais chamaram atenção nos arquivos recentes estão referências ao príncipe Andrew. Imagens e e-mails atribuídos ao período posterior à primeira condenação de Epstein voltaram a ser discutidos pela imprensa internacional. O novo material, segundo veículos estrangeiros, é considerado prejudicial à imagem do membro da família real britânica, embora especialistas ressaltem que a existência de fotos ou contatos não constitui automaticamente prova de delito.
O presidente dos EUA, Donald Trump, também é citado em parte dos documentos, incluindo fotos em eventos sociais e registros de objetos apreendidos na casa de Epstein. De acordo com autoridades do Departamento de Justiça ouvidas pela imprensa americana, a revisão dos arquivos foi concluída e não teria identificado evidências de conduta criminal de Trump com base no material analisado. Ainda assim, a exposição das conexões sociais mantém o tema em evidência no cenário político.
Outro aspecto que ganhou força nas novas divulgações é a suspeita de que Epstein teria facilitado o acesso de outras pessoas às vítimas, e não atuado apenas de forma isolada com Ghislaine Maxwell, já condenada. Advogados de vítimas e parlamentares defendem que ainda há documentos relevantes sob sigilo e cobram mais transparência. Embora o governo americano trate a análise federal como encerrada, o caso segue repercutindo na opinião pública e nas redes sociais, com questionamentos sobre o alcance das responsabilidades.
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