Namorado de Gugu quebra o silêncio sobre relacionamento em primeira entrevista

Por Portal do Holanda

11/05/2020 10h19 — em Famosos & TV

Foto: Reprodução Instagram

Thiago Salvático concedeu a primeira entrevista na qual falou sobre o relacionamento com Gugu Liberato. Ao colunista Leo Dias, o chef de cozinha contou que foi obrigado a se manifestar após o processo de reconhecimento de união estável vir à tona.

“O vazamento da petição inicial da ação - com quebra de segredo de Justiça - à imprensa expõe a minha intimidade. Sou julgado por pessoas que não me conhecem e nada sabem da minha história com o Gugu. Sou obrigado agora a me manifestar e a expor a minha versão dos fatos. Os meus advogados já estão tomando as providências para a proteção dos meus direitos”, disse.

Sobre o relacionamento, Thiago contou: “Quando conheci o Gugu em 2011, eu morava na Itália. Mudei definitivamente para a Alemanha em 2014. Apesar da distância, nós sempre mantivemos um relacionamento muito sólido e próximo. Eu viajei muito ao Brasil durante esse período para nos encontrarmos. Ele também me visitava na Alemanha. E realizamos diversas viagens juntos pelo Brasil e pelo mundo. Não medíamos esforços para nos encontrar. As pessoas estranham e perguntam: como é possível manter um relacionamento a distância? Mas para mim isso apenas mostra a força do nosso relacionamento. E também é preciso entender a dinâmica de vida do Gugu. Ele se dedicava à mãe, aos irmãos, aos filhos em Orlando e a mim. Quando estava envolvido em gravações, tinha pouco tempo livre”, lembrou.

Questionado o motivo de Gugu nunca ter assumido a homossexualidade, Thiago disse: “Esse tema é muito sensível. As razões que levaram o Gugu a preservar a intimidade e a privacidade dele estão muito bem explicadas na ação. O local apropriado para essa discussão é a Justiça”, disse, acrescentando que os amigos do apresentador o conheciam: “Quanto ao nosso relacionamento, desde o início ele deixou claro que deveríamos nos preservar. O que não significa dizer que vivíamos de forma secreta ou escondida. Muito pelo contrário. As pessoas mais próximas ao Gugu, com exceção dos filhos e da mãe dele, me conheciam”.

“Gugu era muito reservado. Viajávamos juntos, ficávamos no mesmo quarto, fazíamos as refeições e os passeios juntos. No Brasil, eu também andava ao lado dele e frequentava todas as residências na condição de companheiro. Mas essa decisão de preservar a intimidade o impedia de abordar esse assunto livremente junto aos filhos, ao irmão, à mãe, aos fãs e à imprensa”.

Sobre não ter sido incluído no testamento, Thiago disse que o documento foi feito há anos, quando ainda não se conheciam. “Existe aí uma questão jurídica para advogados e para o juiz, mas o fato de eu não constar no testamento de 2011 não retira a minha condição de herdeiro, como companheiro. Eu sei o papel e a importância que tive na vida do Gugu. O nosso relacionamento só terminou em razão do falecimento dele. A minha pretensão é legítima. Eu tenho a obrigação de defender a nossa relação e a verdade. Apresentei muitos documentos na ação. Também juntei parecer jurídico elaborado pela dra. Maria Berenice Dias, uma das maiores autoridades em direito homoafetivo no Brasil. Confio que a Justiça reconhecerá a união estável que mantive com Gugu”.

O chef de cozinha ainda disse que Gugu era uma pessoa feliz. “Como todo ser humano, ele tinha momentos de alegria e de tristeza. O Gugu, que eu conheci na intimidade, era uma pessoa diferente do apresentador. Na TV, ele mantinha uma energia incrível e contagiava a todos com muita alegria. Eu brincava com ele: você não é o mesmo cara da TV. Ele sempre ria do meu comentário. Na intimidade ele era divertido e carinhoso, mas, em muitos momentos, ficava sério, reflexivo e preocupado, com coisas como a performance do programa, audiência, patrocinadores, renovação de contratos, como que inovar, negócios, produtora, criação e educação dos filhos, saúde da mãe, etc. A necessidade de preservação da intimidade e da privacidade também contribuía para momentos de angústia e tristeza. Conversávamos muito sobre isso. Quando estávamos juntos, posso declarar com muita tranquilidade e segurança que ele era feliz”, contou.

“A lembrança que guardo do Gugu é a de uma pessoa correta, divertida, educada, gentil e carinhosa. Ele era, antes de tudo, um gentleman. Era reservado, desconfiado com quem ele não conhecia bem e tinha poucos amigos. Era muito inteligente e workaholic. Um filho que fez de tudo pelos pais e um pai apaixonado pelos filhos. Curioso por novidades, ele adorava conhecer novos lugares e culturas diferentes. Um companheiro que transmitia muito amor e que contribuía para o meu crescimento pessoal. Era muito observador e por isso sabia agradar as pessoas ao seu redor. Era simples na essência e não ficou deslumbrado pelo sucesso que conquistou”, finalizou.