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Mulher é presa por mentir no currículo em vaga com salário de R$ 770 mil

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Imagem: Shutterstock Imagem: Shutterstock
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Daniela Assayag e o mundo ‘invisível’ do poder


Uma mulher foi condenada a pelo menos um ano de prisão por mentir no currículo e obter um cargo de salário alto no governo regional da Austrália. A vaga oferecia 270 mil dólares australianos anuais (cerca de R$ 770 mil) e ela trabalhou por um mês antes de ser demitida.

Veronica Hilda Theriault, de 46 anos, foi condenada ontem por falsidade, desonestidade e abuso de cargo público, por ter trabalho em 2017 como diretora de informação no Departamento do Primeiro-ministro e Gabinete. Ela chegou a receber 22,5 mil dólares (R$ 95 mil) pelo mês que trabalhou antes de ser descoberta. 

Veronica teria colocado informações falsas sobre sua formação e empregos anteriores no currículo. Depois de passar pela entrevista, ela se passou por uma empregada de seu suposto emprego anterior para fornecer suas referências. Ela teria fornecido um feedback "brilhante" de sua própria performance, segundo a corte.

De acordo com a rede americana CNN, a farsa só foi descoberta depois que ela começou a apresentar problemas de saúde mental ao assumir o cargo.

Na sentença, o juiz Michael Boylan disse que seria importante considerar as condições mentais de Veronica, porém adicionou que as acusações eram sérias a apresentavam sinais de planejamento. 

Além disso, a corte expôs casos anteriores nos quais Veronica também teria mentido em entrevista. Ela foi acusada de utilizar a foto de uma modela em seu perfil no Linkedin.

Depois de ter assumido o cargo no governo, ela contratou seu irmão, embora ele não tivesse qualificações para a posição. A mulher também teria mentido no currículo em vagas de emprego em 2012 e 2014.

"Você conseguiu de forma fraudulenta um emprego pelo qual recebeu um grande salário e, no decurso do qual pode ter tido acesso a material sensível", considerou o juiz.

Ela foi condenada a 24 meses de prisão, sendo 12 sem direito a condicional. A defesa de Veronica disse que ela estava "profundamente envergonhada e constrangida" pelas revelações e seus crimes envolveram um "conjunto único de circunstâncias que dificilmente seriam repetidas". Ela admitiu todas as acusações.



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