Denúncias paralelas complicaram a vida dos irmãos Souza

Por Portal do Holanda

14/03/2021 21h00 — em Caso Wallace

Foto: Reprodução

Após a cassação de Wallace Souza, várias denúncias surgiram reforçando as teses das investigações da Secretaria de Segurança e do Ministério Público sobre o envolvimento dele nos crimes levantados.

Patrícia Almeida, irmã do traficante "Frankzinho do 40", que fora preso no Mato Grosso do Sul, por manter associação com o tráfico de drogas no Amazonas, denunciou Vanessa Lima, ex-produtora do programa Canal Livre. Patrícia disse ter recebido uma ligação de Vanessa após a prisão de Rafael.

Ouvida por três horas na sede da Secretaria de Segurança do Estado do Amazonas (SSP-AM), em 11 de novembro de 2009, Vanessa negou o telefonema, mas nesse mesmo dia, teve prisão preventiva decretada pelo Ministério Público do Amazonas e acabou sendo  indiciada por associação ao tráfico de drogas no estado. Ela acabou presa também por associação para tráfico de drogas.

Grande repressão teve o depoimento da produtora e repórter do Canal Livre, Gisele Vaz, ocorrido no dia 11 de maio de 2010. Gisele afirmou, na 2ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecente (2ª Vecute), ter participado de pelo menos uma das reuniões em que Wallace Souza tramava, junto a mais três pessoas, o assassinato da juíza federal Jaiza Fraxe.

Após trabalhar seis anos como repórter e produtora do programa, Gisele, em depoimento reforçou as acusações contra o deputado, afirmando que ele forjava a apreensão de drogas e determinava prisão de tortura de pessoas inocentes, para alavancar a audiência do programa “Canal Livre”.

Após o depoimento, a repórter recebeu ameaças com bilhetes e foi seguida. “Já que não voltou atrás, aguarde...”foi o teor do bilhete recebido por Gisele, que está protegida pelo Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita).

A família Souza negou ter feito as ameaças.


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