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Vacina da UFMG inibe efeitos da cocaína em grávidas, aponta estudo

Vacina da UFMG inibe efeitos da cocaína em grávidas, aponta estudo
Vacina da UFMG inibe efeitos da cocaína em grávidas, aponta estudo

Manaus/AM - A vacina desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para prevenir da covid-19 tem potencial para inibir os efeitos da cocaína sobre a saúde de grávidas e dos bebês em gestação. É o que aponta um estudo publicado em uma revista científica internacional neste mês.

De acordo com a UFMG, os testes iniciais feitos em ratas indicam que o medicamento impediu a passagem das substâncias relacionadas à droga para os cérebros da mãe e do feto, conforme explica o médico Frederico Garcia, professor do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG.

Segundo o estudo, quando é consumida, a cocaína coloca o organismo da mãe em estresse e reduz o apetite. Ela também reduz o oxigênio passado na placenta e faz o bebê ter menor peso na gestação, aumentando o risco de aborto. As ratas vacinadas ganharam 50% mais de peso que as não vacinadas e tiveram 30% mais filhotes.

O imunizante foi desenvolvido a partir de uma outra pesquisa da universidade sobre vacina anticocaína para dependentes. Agora, para continuidade dos estudos, o laboratório precisa arrecadar aproximadamente R$ 1 milhão para chegar à fase de pesquisa em humanos e outros R$ 5 milhões para finalizar os testes que permitem colocar o produto no mercado.

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