Estudo sobre zika vírus aponta queda no nascimento de bebês com microcefalia
Um estudo da Faculdade de Medicina e do Hospital Universitário de Jundiaí, em São Paulo, sobre o impacto do zika vírus em gestantes, concluiu que houve uma queda na porcentagem de bebês que desenvolveram microcefalia.
De acordo com o G1, essa é a primeira pesquisa no mundo a acompanhar a gestação e o crescimento das crianças para investigar a transmissão do vírus e as consequências a longo prazo. O estudo contou com a participação de 98 pesquisadores e 300 voluntários, que acompanharam 862 gestações. Ao todo, 95 crianças nasceram com microcefalia.
Os resultados mostraram que 11% dos bebês que nasceram de mães infectadas com o zika vírus apresentaram maior risco de desenvolver microcefalia, atraso na fala, deficiência intelectual e outras alterações cerebrais, nos olhos e na audição.
Os pesquisadores acreditam que os resultados da pesquisa podem ajudar a melhorar o tratamento e a prevenção do zika vírus, já que é notório que a doença não segue um padrão.
Para que o estudo continue, os pesquisadores vão precisar de mais verbas.
A pesquisa de Jundiaí foi incorporada em 2021 como tema de estudo pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
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