O Comando Vermelho (CV), uma das maiores facções criminosas do Brasil, tem se disseminado pelo país e até para países vizinhos, mas pouca gente sabe que a organização criminosa teve início da relação entre presos comuns e presos políticos confinados em uma ala penitenciária conhecida como "Caldeirão do Inferno".
A facção teve origem na década de 1970 dentro do presídio Cândido Mendes, na Ilha Grande, Rio de Janeiro. Na época, os presos ficavam isolados do restante do mundo e tinham que lidar com a superlotação, violência e ausência de controle estatal na unidade, sobretudo nesta ala específica.
E foi nesse ambiente extremo, que presos comuns passaram a conviver com presos políticos, trocando experiências de organização e resistência aos abusos. A partir dessa convivência, nasceu a Falange Vermelha, embrião do Comando Vermelho, inicialmente voltada à "solidariedade entre detentos" contra abusos no sistema penitenciário.
Com o tempo, a facção se organizou, estruturou uma cadeia hierárquica e evoluiu para uma estrutura voltada ao tráfico de drogas, assaltos e controle territorial. Após a desativação do presídio, seus integrantes foram transferidos para outras unidades, espalhando a influência do CV pelo Rio de Janeiro.
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Não demorou muito para que o comando passasse a coordenar crimes de dentro das cadeias e formasse um verdadeiro "exército do crime" do lado de fora, nas favelas e comunidades. Ao longo dos anos, eles formaram espécies de "células" e começaram a se implantar por vários estados, acirrando ainda mais a guerra pelo tráfico e também por território.
Hoje, o Comando Vermelho atua em todo o país, com forte presença no Norte e Nordeste, e é alvo constante de operações policiais. No Amazonas, ele rivaliza principalmente com outra facção que também se disseminou, o Primeiro Comanda da Capital (PCC).
Contudo, o CV também mantém conexões internacionais, especialmente em países da América do Sul, como Bolívia, Colômbia e Venezuela, lugares por onde tem se expandido com rapidez nos últimos anos. Na semana passada, a facção foi alvo de uma mega operação no Rio de Janeiro que culminou com mais de 100 mortos, entre eles, vários chefes do tráfico e representantes do CV no Amazonas, além de dezenas de presos.

