Brasileiro preso por tentar matar Cristina Kirchner faz apologia ao nazismo
O brasileiro Fernando Andrés Sabag Montiel, 35, preso por tentar matar a vice-presidente da Argentina Cristina Kirchner é adepto do nazismo e defende discursos de ódio.
Segundo a polícia argentina, Fernando tem várias tatuagens com símbolos nazistas pelo corpo, entre eles um sol negro. A imprensa argentina encontrou um perfil do brasileiro na internet, onde ele se identifica como “Fernando Salim Montiel” e costuma seguir grupos radicais como “comunismo satânico” e outros que fazem apologia ao racismo, xenofobia e outras frentes de disseminação de ódio.
Jornalistas também conversaram com vizinhos do brasileiro e descobriu que ele tem o hábito de esperar celebridades e artistas nas portas dos hotéis.
Os moradores também revelaram que Fernando tem um comportamento estranho, “inconstante” e que costuma “dizer tolices” com certa frequência”.
No momento do ataque à Cristina, Fernando se aproveitou da multidão que se apertava na frente da casa da vice-presidente para atirar no rosto dela.
Vídeos mostram que ele engatihou e chegou a disparar a pistola, mas a arma falhou e ele acabou preso, por alguns dos 100 policiais federais que fazem a segurança da política.
A motivação do ataque ainda não foi revelada, mas essa não é a primeira vez que Fernando é pego pela polícia portando uma faca de 35 cm.
Em 2021 ele foi flagrado com outra arma, mas alegou que era para sua segurança pessoal. O homem é filho de uma argentina com um chileno, mas nasceu no Brasil. Informações preliminares dão conta de que o pai dele foi expulso do Brasil no ano passado.
Fernando, porém, vivia na Argentina desde os seis anos e atualmente trabalhava como motorista de aplicativos.
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