Haddad e Lewandowski pedem para deixar o governo Lula, diz jornal
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retorna a Brasília nesta semana diante da necessidade de avaliar mudanças na equipe ministerial. Dois auxiliares diretos já sinalizaram a intenção de deixar o governo: o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, segundo apuração do Blog do Valdo Cruz, do G1.
Lewandowski comunicou a Lula, ainda no fim de 2025, o desejo de deixar o cargo em janeiro, preferencialmente até o fim desta semana. Integrantes do Ministério da Justiça afirmam que a intenção foi reiterada na virada do ano. Nos bastidores, há técnicos que defendem a permanência do ministro até a votação da PEC da Segurança Pública, que ainda tramita no Congresso Nacional.
Fernando Haddad também conversou com o presidente sobre a possibilidade de saída, indicando que poderia permanecer no comando da Fazenda até fevereiro. Caso a mudança se concretize, a tendência é que o secretário-executivo Dario Durigan assuma interinamente a pasta. O ministro é cotado para atuar na coordenação da campanha de reeleição de Lula, embora o PT avalie outros caminhos, como uma candidatura ao governo de São Paulo ou ao Senado.
No Ministério da Justiça, a saída de Lewandowski abre espaço para discussões internas sobre uma possível reestruturação da pasta, incluindo a divisão entre Justiça e Segurança Pública, proposta defendida por setores do PT. Interlocutores do ministro relatam desgaste político, dificuldades de articulação no Congresso e insatisfação com a falta de apoio do Planalto em temas sensíveis, fatores que teriam pesado na decisão de antecipar a saída.
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