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Quando você tem opinião, mas é rotulado de comunista ou bolsonarista


Por Raimundo de Holanda

31/07/2025 21h08 — em
Bastidores da Política



O fato de assumir posições, ter espírito público, apontar erros e acertos, não significa ter lado.  Mas nesse país polarizado, fraturado por políticos  de mal com vida e com os cidadãos, a rotulação é imediata: ou se é de esquerda, de direita, comunista, lulista ou bolsonarista. O que  é, evidentemente, um  lamentável equívoco, uma distorção do debate público, quando na verdade se busca a necessária exposição de erros que visa exatamente promover a melhoria da política, de corrigir o executivo ou o judiciário, questionar o poder. Isso se chama democracia.

O comentário vem a propósito da coluna de ontem - Xandão vive o seu maior pesadelo, em que abordava  as sanções do governo norte-americano a Alexandre de Moraes. 

Um leitor imediatamente comentou: "seu extremista   imbecil. Enquanto você diz bobagem, ele  está assistindo Corinthians e Palmeiras...Já o seu mito está  de  Tornozeleira, vivendo, este sim, o pior pesadelo". 

O que esse leitor não podia adivinhar era que Moraes dava cotoco em pleno estádio. Cotoco para quem ? Para   pessoas que o vaiavam? Não, para o país, que tem um ministro que falta com o decoro e revela, no gesto obsceno, frustração diante de um quadro  pincelado com a mesma textura com que toma suas decisões que se sobrepõem à lei e  que refletem sua profunda insegurança e medo do futuro.

Está certo: Bolsonaro deveria estar  preso ou no manicômio, mas esse país enlouqueceu a tal ponto que ninguém sabe mais quem tem a sanidade necessária para  unir, apaziguar, estabelecer a ordem, preservar a democracia.

Quando todos se dividem, o resultado é um país menor e disso se aproveitam os EUA, com as sanções impostas ao ministro e as taxações aos produtos brasileiros.

 

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ASSUNTOS: Alexandre de Moraes, bolsonarismo, Bolsonaro, cotoco, Lula, lulismo, Trump

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.